Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Marapanim - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Marapanim, Pará.

  • aquífero poroso
  • terciário-quaternário
  • 62poços cadastrados
  • 35,8 mprofundidade média
  • 32 mprofundidade mediana
  • 9,2 mnível estático médio

Como são os poços em Marapanim - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 62 poços em Marapanim - PA. A profundidade média é de 35,8 m e a mediana, 32 m, medida em 62 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 9,2 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Terciário-Quaternário. No Censo 2022, 2.412 dos 8.375 domicílios do município — 28,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
62
Profundidade média
35,8 m
Profundidade mediana
32 m
Nível estático médio
9,2 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Terciário-Quaternário
Ante a média do estado
31,9 m mais raso que a média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
26.573 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.412 (28,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 62 poços em Marapanim, com profundidade média de 35,8 m (mediana de 32 m, variando de 12 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Terciário-Quaternário, presente em 59% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Marapanim é 31,9 m mais raso que a média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em Marapanim

Poços cadastrados em Marapanim - PA
Poços no cadastro nacional62 poços
Profundidade média35,8 m 62 poços com o dado
Profundidade mediana32 m
Faixa de profundidade12 m a 150 m
Nível estático médio9,2 m 32 poços com o dado
Nível dinâmico médio15,3 m 25 poços com o dado
Vazão específica média3,7 m³/h por metro 24 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteTerciário-Quaternário 59% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 31 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 29 poços
Poços com teste de vazão62 de 62
Distribuição das profundidades em Marapanim 12 m mínimo 32 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 20 m e 40 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Marapanim por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 54 · 87% 50-100 m 7 · 11% 100-150 m 1 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Marapanim 1 1980 17 1990 29 2000 8 2010 7 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Marapanim. Valores em poços. Abastecimento urbano 31 · 53% Abastecimento doméstico 16 · 27% Irrigação 6 · 10% Sem uso 2 · 3% Doméstico/irrigação/animal 2 · 3% Abastecimento doméstico/animal 2 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 52 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Terciário-Quaternário — 32 poços
  • Grupo Barreiras — 16 poços
  • Formação Pirabas — 5 poços
  • Depósitos Litorâneos — 1 poço

O território e o subsolo de Marapanim

Marapanim tem 26.573 habitantes distribuídos em 804,6 km², o que dá 33,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Castanhal.

No Censo 2022, 2.412 dos 8.375 domicílios de Marapanim — 28,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.896 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.261 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Marapanim

Com base em 158 poços cadastrados num raio de 30 km de Marapanim - PA, 80% deles foram concluídos entre 15 m e 60 m, com profundidade mediana de 28 m. A vazão mediana calculada é de 14,0 m³/h (metade dos poços entre 6,8 m³/h e 24,0 m³/h), sobre 52 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Marapanim se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 158 poços no raio, contra 62 poços dentro do município.

28 mprofundidade mediana
14,0 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
5,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 52 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Marapanim: 67/100

67 de 100

Confiança: amostra alta158 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 90peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 38peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 37peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 98peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 65peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Marapanim costumam descer

  • até 50 m 87%137
  • 50 a 100 m 11%17
  • 100 a 150 m 1%2
  • acima de 150 m 1%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Terciário-Quaternário sem teste 24 m 77
Grupo Barreiras 10,0 m³/h 27 m 4527 com teste
Aluviões 18,0 m³/h 18 m 53 com teste
Formação Pirabas 5,5 m³/h 76 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m119 poços Terciário-Quaternário 75 · Grupo Barreiras 38 · Aluviões 5
  • 50 a 100 m9 poços Grupo Barreiras 5 · Terciário-Quaternário 2 · Formação Pirabas 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Marapanim?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Marapanim.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.