Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Goianésia do Pará - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Goianésia do Pará, Pará.

  • aquífero poroso
  • formação itapecuru
  • 104poços cadastrados
  • 70,6 mprofundidade média
  • 62 mprofundidade mediana
  • 14,2 mnível estático médio

Como são os poços em Goianésia do Pará - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 104 poços em Goianésia do Pará - PA. A profundidade média é de 70,6 m e a mediana, 62 m, medida em 104 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,2 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Itapecuru. No Censo 2022, 6.529 dos 8.289 domicílios do município — 78,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
104
Profundidade média
70,6 m
Profundidade mediana
62 m
Nível estático médio
14,2 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Itapecuru
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
26.362 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
6.529 (78,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 104 poços em Goianésia do Pará, com profundidade média de 70,6 m (mediana de 62 m, variando de 10 m a 200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Itapecuru, presente em 94% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Goianésia do Pará é praticamente igual à média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em Goianésia do Pará

Poços cadastrados em Goianésia do Pará - PA
Poços no cadastro nacional104 poços
Profundidade média70,6 m 104 poços com o dado
Profundidade mediana62 m
Faixa de profundidade10 m a 200 m
Nível estático médio14,2 m 84 poços com o dado
Nível dinâmico médio30,5 m 64 poços com o dado
Vazão específica média1,1 m³/h por metro 61 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 94% dos registros
Rocha predominanteFormação Itapecuru 94% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 67 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 31 poços
Poços com teste de vazão104 de 104
Distribuição das profundidades em Goianésia do Pará 10 m mínimo 62 m mediana 200 m máximo
Metade dos poços fica entre 42 m e 86 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Goianésia do Pará por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 31 · 30% 50-100 m 57 · 55% 100-150 m 11 · 11% 150-200 m 5 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Goianésia do Pará 4 1980 30 1990 31 2000 27 2010 12 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Goianésia do Pará. Valores em poços. Abastecimento doméstico 67 · 69% Abastecimento urbano 10 · 10% Abastecimento industrial 7 · 7% Abastecimento doméstico/animal 6 · 6% Abastecimento múltiplo 5 · 5% Abastecimento doméstico/irrig. 2 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 58 poços
  • Fissural — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Itapecuru — 59 poços
  • Formação Pequizeiro — 3 poços
  • Complexo Xingu — 1 poço

O território e o subsolo de Goianésia do Pará

Goianésia do Pará tem 26.362 habitantes distribuídos em 7.023,9 km², o que dá 3,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Tucuruí, na região intermediária de Marabá.

No Censo 2022, 6.529 dos 8.289 domicílios de Goianésia do Pará — 78,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.366 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 6.541 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Goianésia do Pará

Com base em 72 poços cadastrados num raio de 30 km de Goianésia do Pará - PA, 80% deles foram concluídos entre 18 m e 105 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 4,9 m³/h (metade dos poços entre 3,0 m³/h e 6,5 m³/h), sobre 37 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (95% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Goianésia do Pará se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 72 poços no raio, contra 104 poços dentro do município.

60 mprofundidade mediana
4,9 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
2,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 37 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Goianésia do Pará: 46/100

46 de 100

Confiança: amostra alta72 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 29peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 20peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 62peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 95peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Goianésia do Pará costumam descer

  • até 50 m 36%26
  • 50 a 100 m 53%38
  • 100 a 150 m 8%6
  • acima de 150 m 3%2

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m13 poços Formação Itapecuru 12 · Formação Pequizeiro 1
  • 50 a 100 m24 poços Formação Itapecuru 22 · Formação Couto Magalhaes 1 · Formação Pequizeiro 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Goianésia do Pará?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Goianésia do Pará.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.