Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Igarapé-Miri - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Igarapé-Miri, Pará.

  • aquífero poroso
  • grupo barreiras
  • 88poços cadastrados
  • 39,4 mprofundidade média
  • 30 mprofundidade mediana
  • 4,6 mnível estático médio

Como são os poços em Igarapé-Miri - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 88 poços em Igarapé-Miri - PA. A profundidade média é de 39,4 m e a mediana, 30 m, medida em 88 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 4,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Barreiras. No Censo 2022, 8.862 dos 16.925 domicílios do município — 52,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
88
Profundidade média
39,4 m
Profundidade mediana
30 m
Nível estático médio
4,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Barreiras
Ante a média do estado
28,3 m mais raso que a média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
64.831 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
8.862 (52,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 88 poços em Igarapé-Miri, com profundidade média de 39,4 m (mediana de 30 m, variando de 12 m a 140 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Barreiras, presente em 84% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Igarapé-Miri é 28,3 m mais raso que a média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em Igarapé-Miri

Poços cadastrados em Igarapé-Miri - PA
Poços no cadastro nacional88 poços
Profundidade média39,4 m 88 poços com o dado
Profundidade mediana30 m
Faixa de profundidade12 m a 140 m
Nível estático médio4,6 m 74 poços com o dado
Nível dinâmico médio7,5 m 73 poços com o dado
Vazão específica média4,7 m³/h por metro 72 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Barreiras 84% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 55 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 41 poços
Poços com teste de vazão88 de 88
Distribuição das profundidades em Igarapé-Miri 12 m mínimo 30 m mediana 140 m máximo
Metade dos poços fica entre 24 m e 42 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Igarapé-Miri por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 69 · 78% 50-100 m 18 · 20% 100-150 m 1 · 1%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Igarapé-Miri 2 1980 13 1990 30 2000 41 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Igarapé-Miri. Valores em poços. Abastecimento doméstico 55 · 67% Abastecimento urbano 10 · 12% Abastecimento múltiplo 9 · 11% Abastecimento industrial 8 · 10%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 80 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Barreiras — 67 poços
  • Grupo Pará — 9 poços
  • Aluviões — 4 poços

O território e o subsolo de Igarapé-Miri

Igarapé-Miri tem 64.831 habitantes distribuídos em 1.996,8 km², o que dá 32,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Abaetetuba, na região intermediária de Belém.

No Censo 2022, 8.862 dos 16.925 domicílios de Igarapé-Miri — 52,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 7.084 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 13.268 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Igarapé-Miri

Com base em 215 poços cadastrados num raio de 30 km de Igarapé-Miri - PA, 80% deles foram concluídos entre 18 m e 80 m, com profundidade mediana de 30 m. A vazão mediana calculada é de 5,0 m³/h (metade dos poços entre 4,0 m³/h e 10,0 m³/h), sobre 146 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Igarapé-Miri se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 215 poços no raio, contra 88 poços dentro do município.

30 mprofundidade mediana
5,0 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
7,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 146 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Igarapé-Miri: 47/100

47 de 100

Confiança: amostra alta215 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 30peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 47peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 46peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 98peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 68peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Igarapé-Miri costumam descer

  • até 50 m 78%153
  • 50 a 100 m 17%33
  • 100 a 150 m 4%8
  • acima de 150 m 1%2

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Barreiras 5,0 m³/h 30 m 11592 com teste
Aluviões 3,0 m³/h 12 m 118 com teste
Formação Ipixuna 13,0 m³/h 33 m 87 com teste
Grupo Pará 31,0 m³/h 78 m 88 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m116 poços Grupo Barreiras 95 · Aluviões 11 · Formação Ipixuna 6
  • 50 a 100 m23 poços Grupo Barreiras 14 · Grupo Pará 5 · Pleistoceno 2
  • 100 a 150 m6 poços Grupo Barreiras 6

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Igarapé-Miri?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Igarapé-Miri.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.