Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São Félix do Xingu - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São Félix do Xingu, Pará.

  • aquífero fissural
  • arqueano
  • 60poços cadastrados
  • 70,3 mprofundidade média
  • 60 mprofundidade mediana
  • 16,4 mnível estático médio

Como são os poços em São Félix do Xingu - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 60 poços em São Félix do Xingu - PA. A profundidade média é de 70,3 m e a mediana, 60 m, medida em 60 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 16,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Arqueano. No Censo 2022, 16.009 dos 20.836 domicílios do município — 76,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
60
Profundidade média
70,3 m
Profundidade mediana
60 m
Nível estático médio
16,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Arqueano
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
65.418 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
16.009 (76,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 60 poços em São Félix do Xingu, com profundidade média de 70,3 m (mediana de 60 m, variando de 20 m a 175 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Arqueano, presente em 43% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São Félix do Xingu é praticamente igual à média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em São Félix do Xingu

Poços cadastrados em São Félix do Xingu - PA
Poços no cadastro nacional60 poços
Profundidade média70,3 m 60 poços com o dado
Profundidade mediana60 m
Faixa de profundidade20 m a 175 m
Nível estático médio16,4 m 51 poços com o dado
Nível dinâmico médio35 m 46 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 45 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 89% dos registros
Rocha predominanteArqueano 43% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 25 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 29 poços
Poços com teste de vazão60 de 60
Distribuição das profundidades em São Félix do Xingu 20 m mínimo 60 m mediana 175 m máximo
Metade dos poços fica entre 39 m e 82 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São Félix do Xingu por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 23 · 38% 50-100 m 25 · 42% 100-150 m 10 · 17% 150-200 m 2 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São Félix do Xingu 1 1970 5 1990 29 2000 23 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São Félix do Xingu. Valores em poços. Abastecimento doméstico 25 · 46% Abastecimento urbano 10 · 19% Abastecimento doméstico/animal 6 · 11% Abastecimento industrial 5 · 9% Abastecimento múltiplo 5 · 9% Abastecimento doméstico/irrig. 3 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 31 poços
  • Carstico — 3 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Arqueano — 15 poços
  • Complexo Xingu — 14 poços
  • Grupo Iriri — 4 poços
  • Grupo Aatuma — 1 poço
  • Formação Sobreiro — 1 poço

O território e o subsolo de São Félix do Xingu

São Félix do Xingu tem 65.418 habitantes distribuídos em 84.212,9 km², o que dá 0,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Tucumã - São Félix do Xingu, na região intermediária de Redenção.

No Censo 2022, 16.009 dos 20.836 domicílios de São Félix do Xingu — 76,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 5.142 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 16.334 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São Félix do Xingu

Com base em 22 poços cadastrados num raio de 30 km de São Félix do Xingu - PA, 80% deles foram concluídos entre 35 m e 150 m, com profundidade mediana de 68 m. A vazão mediana calculada é de 5,4 m³/h (metade dos poços entre 4,0 m³/h e 8,0 m³/h), sobre 20 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 19 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (88% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São Félix do Xingu se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 22 poços no raio, contra 60 poços dentro do município.

68 mprofundidade mediana
5,4 m³/hvazão mediana calculada
19 mnível estático mediano
0,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 20 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São Félix do Xingu: 33/100

33 de 100

Confiança: amostra média22 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 34peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 5peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 9peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 75peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 94peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São Félix do Xingu costumam descer

  • até 50 m 41%9
  • 50 a 100 m 27%6
  • 100 a 150 m 23%5
  • acima de 150 m 9%2

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Arqueano 7,2 m³/h 48 m 99 com teste
Grupo Iriri 4,7 m³/h 68 m 44 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m6 poços Arqueano 5 · Grupo Iriri 1
  • 50 a 100 m4 poços Arqueano 2 · Grupo Iriri 2
  • 100 a 150 m4 poços Arqueano 2 · Grupo Iriri 1 · Formação Sobreiro 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São Félix do Xingu?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São Félix do Xingu.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.