Mato Grosso do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Inocência - MS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Inocência, Mato Grosso do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 18poços cadastrados
  • 219,4 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 40,9 mnível estático médio

Como são os poços em Inocência - MS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 18 poços em Inocência - MS. A profundidade média é de 219,4 m e a mediana, 150 m, medida em 18 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 40,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 774 dos 3.130 domicílios do município — 24,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
18
Profundidade média
219,4 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
40,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
76,4 m mais fundo que a média de Mato Grosso do Sul (143 m)
População (Censo 2022)
8.404 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
774 (24,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 18 poços em Inocência, com profundidade média de 219,4 m (mediana de 150 m, variando de 72 m a 660 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 52% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Inocência é 76,4 m mais fundo que a média de Mato Grosso do Sul (143 m).

Números do cadastro em Inocência

Poços cadastrados em Inocência - MS
Poços no cadastro nacional18 poços
Profundidade média219,4 m 18 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade72 m a 660 m
Nível estático médio40,9 m 16 poços com o dado
Nível dinâmico médio69,4 m 16 poços com o dado
Vazão específica média1,3 m³/h por metro 15 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 63% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 52% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 5 poços
Poços com teste de vazão18 de 18
Distribuição das profundidades em Inocência 72 m mínimo 150 m mediana 660 m máximo
Metade dos poços fica entre 105 m e 216 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Inocência por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 3 · 17% 100-150 m 10 · 56% acima de 200 m 5 · 28%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Inocência 2 1970 5 1980 5 1990 1 2000 1 2010 3 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Inocência. Valores em poços. Abastecimento urbano 2 · 40% Outros (lazer,etc.) 2 · 40% Pecuária 1 · 20%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 10 poços
  • Fissural — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 11 poços
  • Grupo Bauru — 8 poços
  • Formação Piramboia — 1 poço
  • Grupo Caiuá — 1 poço

O território e o subsolo de Inocência

Inocência tem 8.404 habitantes distribuídos em 5.761,2 km², o que dá 1,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Paranaíba - Chapadão do Sul - Cassilândia, na região intermediária de Campo Grande.

No Censo 2022, 774 dos 3.130 domicílios de Inocência — 24,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 753 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 937 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Mato Grosso do Sul está sobre a Bacia do Paraná: arenitos do Guarani e do Bauru, com os basaltos da Serra Geral por cima em boa parte do estado. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Grupo Bauru, Formação Serra Geral. Onde o basalto cobre o Guarani, chegar ao arenito custa dezenas ou centenas de metros de rocha dura — e entrega um poço de vazão alta e água de ótima qualidade.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Inocência

Com base em 17 poços cadastrados num raio de 30 km de Inocência - MS, 80% deles foram concluídos entre 78 m e 629 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 8,7 m³/h (metade dos poços entre 3,7 m³/h e 11,1 m³/h), sobre 14 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 37 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (60% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Inocência se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 17 poços no raio, contra 18 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
8,7 m³/hvazão mediana calculada
37 mnível estático mediano
0,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 14 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Inocência: 50/100

50 de 100

Confiança: amostra baixa17 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 64peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 4peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 67peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 91peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Inocência costumam descer

  • até 50 m 0%0
  • 50 a 100 m 18%3
  • 100 a 150 m 53%9
  • acima de 150 m 29%5

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 8,8 m³/h 150 m 88 com teste
Formação Serra Geral 55,0 m³/h 656 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 100 a 150 m7 poços Grupo Bauru 7
  • acima de 150 m4 poços Formação Serra Geral 3 · Grupo Bauru 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Inocência?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Inocência.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.