Mato Grosso do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Rio Brilhante - MS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Rio Brilhante, Mato Grosso do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 84poços cadastrados
  • 192,6 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 15,7 mnível estático médio

Como são os poços em Rio Brilhante - MS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 84 poços em Rio Brilhante - MS. A profundidade média é de 192,6 m e a mediana, 120 m, medida em 73 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 1.737 dos 13.140 domicílios do município — 13,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
84
Profundidade média
192,6 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
15,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
49,6 m mais fundo que a média de Mato Grosso do Sul (143 m)
População (Censo 2022)
37.601 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.737 (13,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 84 poços em Rio Brilhante, com profundidade média de 192,6 m (mediana de 120 m, variando de 54 m a 3.003 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 79% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Rio Brilhante é 49,6 m mais fundo que a média de Mato Grosso do Sul (143 m).

Números do cadastro em Rio Brilhante

Poços cadastrados em Rio Brilhante - MS
Poços no cadastro nacional84 poços
Profundidade média192,6 m 73 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade54 m a 3.003 m
Nível estático médio15,7 m 63 poços com o dado
Nível dinâmico médio36,9 m 67 poços com o dado
Vazão específica média7 m³/h por metro 63 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 82% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 79% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 12 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 22 poços
Poços com teste de vazão84 de 84
Distribuição das profundidades em Rio Brilhante 54 m mínimo 120 m mediana 3.003 m máximo
Metade dos poços fica entre 98 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Rio Brilhante por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 23 · 32% 100-150 m 32 · 44% 150-200 m 4 · 5% acima de 200 m 14 · 19%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Rio Brilhante 2 1970 14 1980 13 1990 22 2000 13 2010 9 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Rio Brilhante. Valores em poços. Abastecimento urbano 12 · 25% Abastecimento industrial 10 · 21% Outros (lazer,etc.) 9 · 19% Abastecimento doméstico 8 · 17% Pecuária 8 · 17% Doméstico/irrigação/animal 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 56 poços
  • Poroso — 12 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 46 poços
  • Formação Botucatu — 7 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 3 poços
  • Grupo Caiuá — 1 poço
  • Grupo Bauru — 1 poço

O território e o subsolo de Rio Brilhante

Rio Brilhante tem 37.601 habitantes distribuídos em 3.983,6 km², o que dá 9,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Dourados.

No Censo 2022, 1.737 dos 13.140 domicílios de Rio Brilhante — 13,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.470 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.276 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Mato Grosso do Sul está sobre a Bacia do Paraná: arenitos do Guarani e do Bauru, com os basaltos da Serra Geral por cima em boa parte do estado. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Grupo Bauru, Formação Serra Geral. Onde o basalto cobre o Guarani, chegar ao arenito custa dezenas ou centenas de metros de rocha dura — e entrega um poço de vazão alta e água de ótima qualidade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Rio Brilhante

Com base em 97 poços cadastrados num raio de 30 km de Rio Brilhante - MS, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 266 m, com profundidade mediana de 113 m. A vazão mediana calculada é de 15,7 m³/h (metade dos poços entre 10,3 m³/h e 25,4 m³/h), sobre 70 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 13 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (86% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Rio Brilhante se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 97 poços no raio, contra 84 poços dentro do município.

113 mprofundidade mediana
15,7 m³/hvazão mediana calculada
13 mnível estático mediano
3,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 70 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Rio Brilhante: 66/100

66 de 100

Confiança: amostra alta97 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 93peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 26peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 58peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 29peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 85peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Rio Brilhante costumam descer

  • até 50 m 1%1
  • 50 a 100 m 37%31
  • 100 a 150 m 35%29
  • acima de 150 m 27%22

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 23,0 m³/h 109 m 4234 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 20,5 m³/h 266 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m18 poços Formação Serra Geral 17 · Grupo Caiuá 1
  • 100 a 150 m16 poços Formação Serra Geral 15 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • acima de 150 m12 poços Formação Serra Geral 9 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2 · Formação Botucatu 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Rio Brilhante?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Rio Brilhante.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.