Mato Grosso do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Iguatemi - MS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Iguatemi, Mato Grosso do Sul.

  • aquífero poroso
  • grupo caiuá
  • 20poços cadastrados
  • 123,5 mprofundidade média
  • 145 mprofundidade mediana
  • 14,5 mnível estático médio

Como são os poços em Iguatemi - MS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 20 poços em Iguatemi - MS. A profundidade média é de 123,5 m e a mediana, 145 m, medida em 19 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Caiuá. No Censo 2022, 904 dos 5.061 domicílios do município — 17,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
20
Profundidade média
123,5 m
Profundidade mediana
145 m
Nível estático médio
14,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Caiuá
Ante a média do estado
19,5 m mais raso que a média de Mato Grosso do Sul (143 m)
População (Censo 2022)
13.808 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
904 (17,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 20 poços em Iguatemi, com profundidade média de 123,5 m (mediana de 145 m, variando de 78 m a 160 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Caiuá, presente em 92% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Iguatemi é 19,5 m mais raso que a média de Mato Grosso do Sul (143 m).

Números do cadastro em Iguatemi

Poços cadastrados em Iguatemi - MS
Poços no cadastro nacional20 poços
Profundidade média123,5 m 19 poços com o dado
Profundidade mediana145 m
Faixa de profundidade78 m a 160 m
Nível estático médio14,5 m 19 poços com o dado
Nível dinâmico médio55,6 m 19 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 19 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Caiuá 92% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 6 poços
Poços com teste de vazão20 de 20
Distribuição das profundidades em Iguatemi 78 m mínimo 145 m mediana 160 m máximo
Metade dos poços fica entre 90 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Iguatemi por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 8 · 42% 100-150 m 7 · 37% 150-200 m 4 · 21%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Iguatemi 3 1970 6 1980 1 1990 2 2000 6 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Iguatemi. Valores em poços. Abastecimento urbano 6 · 46% Pecuária 6 · 46% Outros (lazer,etc.) 1 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 19 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Caiuá — 12 poços
  • Formação Serra Geral — 1 poço

O território e o subsolo de Iguatemi

Iguatemi tem 13.808 habitantes distribuídos em 2.957,4 km², o que dá 4,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Naviraí - Mundo Novo, na região intermediária de Dourados.

No Censo 2022, 904 dos 5.061 domicílios de Iguatemi — 17,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 872 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 978 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Mato Grosso do Sul está sobre a Bacia do Paraná: arenitos do Guarani e do Bauru, com os basaltos da Serra Geral por cima em boa parte do estado. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Grupo Bauru, Formação Serra Geral. Onde o basalto cobre o Guarani, chegar ao arenito custa dezenas ou centenas de metros de rocha dura — e entrega um poço de vazão alta e água de ótima qualidade.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Iguatemi

Com base em 23 poços cadastrados num raio de 30 km de Iguatemi - MS, 80% deles foram concluídos entre 82 m e 155 m, com profundidade mediana de 133 m. A vazão mediana calculada é de 16,1 m³/h (metade dos poços entre 12,0 m³/h e 23,8 m³/h), sobre 22 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 14 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Iguatemi se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 23 poços no raio, contra 20 poços dentro do município.

133 mprofundidade mediana
16,1 m³/hvazão mediana calculada
14 mnível estático mediano
0,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 22 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Iguatemi: 65/100

65 de 100

Confiança: amostra média23 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 94peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 6peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 77peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 13peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 95peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Iguatemi costumam descer

  • até 50 m 0%0
  • 50 a 100 m 32%7
  • 100 a 150 m 50%11
  • acima de 150 m 18%4

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 100 a 150 m10 poços Grupo Caiuá 10
  • acima de 150 m4 poços Grupo Caiuá 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Iguatemi?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Iguatemi.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.