Mato Grosso do Sul · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Dourados - MS: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Dourados, Mato Grosso do Sul.
- aquífero fissural
- formação serra geral
- 279poços cadastrados
- 235,6 mprofundidade média
- 102 mprofundidade mediana
- 25,7 mnível estático médio
Como são os poços em Dourados - MS?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 279 poços em Dourados - MS. A profundidade média é de 235,6 m e a mediana, 102 m, medida em 240 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 25,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 14.194 dos 85.947 domicílios do município — 16,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 279
- Profundidade média
- 235,6 m
- Profundidade mediana
- 102 m
- Nível estático médio
- 25,7 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Formação Serra Geral
- Ante a média do estado
- 92,6 m mais fundo que a média de Mato Grosso do Sul (143 m)
- População (Censo 2022)
- 243.367 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 14.194 (16,5%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 279 poços em Dourados, com profundidade média de 235,6 m (mediana de 102 m, variando de 40 m a 4.161,5 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 71% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Dourados é 92,6 m mais fundo que a média de Mato Grosso do Sul (143 m).
Números do cadastro em Dourados
| Poços no cadastro nacional | 279 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 235,6 m 240 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 102 m |
| Faixa de profundidade | 40 m a 4.161,5 m |
| Nível estático médio | 25,7 m 227 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 47,2 m 224 poços com o dado |
| Vazão específica média | 5,8 m³/h por metro 214 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 81% dos registros |
| Rocha predominante | Formação Serra Geral 71% dos registros |
| Uso mais comum | Pecuária 63 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2010 98 poços |
| Poços com teste de vazão | 279 de 279 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 179 poços
- Poroso — 43 poços
Formações geológicas atravessadas
- Formação Serra Geral — 90 poços
- Formação Botucatu — 28 poços
- Formação Piramboia — 6 poços
- Grupo Caiuá — 1 poço
- Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço
O território e o subsolo de Dourados
Dourados tem 243.367 habitantes distribuídos em 4.062,2 km², o que dá 59,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Dourados.
No Censo 2022, 14.194 dos 85.947 domicílios de Dourados — 16,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 11.275 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 7.522 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.
Mato Grosso do Sul está sobre a Bacia do Paraná: arenitos do Guarani e do Bauru, com os basaltos da Serra Geral por cima em boa parte do estado. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Grupo Bauru, Formação Serra Geral. Onde o basalto cobre o Guarani, chegar ao arenito custa dezenas ou centenas de metros de rocha dura — e entrega um poço de vazão alta e água de ótima qualidade.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Dourados
Com base em 301 poços cadastrados num raio de 30 km de Dourados - MS, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 473 m, com profundidade mediana de 105 m. A vazão mediana calculada é de 10,8 m³/h (metade dos poços entre 6,4 m³/h e 38,3 m³/h), sobre 246 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 16 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (82% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Dourados se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 301 poços no raio, contra 279 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 246 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Dourados: 59/100
Confiança: amostra alta301 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 80peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 56peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 36peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 3peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Dourados costumam descer
- até 50 m 2%5
- 50 a 100 m 46%127
- 100 a 150 m 26%72
- acima de 150 m 26%70
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Formação Serra Geral | 48,7 m³/h | 150 m | 8780 com teste |
| Formação Botucatu | 33,3 m³/h | 112 m | 77 com teste |
| Grupo Caiuá | 6,1 m³/h | 87 m | 31 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m3 poços Formação Serra Geral 3
- 50 a 100 m27 poços Formação Serra Geral 22 · Grupo Caiuá 3 · Formação Botucatu 2
- 100 a 150 m37 poços Formação Serra Geral 32 · Formação Botucatu 4 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
- acima de 150 m32 poços Formação Serra Geral 30 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1 · Formação Botucatu 1
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Dourados?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Dourados.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Dourados
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
Municípios de Mato Grosso do Sul com profundidade parecida
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.