Mato Grosso do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Camapuã - MS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Camapuã, Mato Grosso do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação botucatu
  • 67poços cadastrados
  • 133,7 mprofundidade média
  • 136 mprofundidade mediana
  • 27,6 mnível estático médio

Como são os poços em Camapuã - MS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 67 poços em Camapuã - MS. A profundidade média é de 133,7 m e a mediana, 136 m, medida em 63 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 27,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Botucatu. No Censo 2022, 798 dos 5.434 domicílios do município — 14,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
67
Profundidade média
133,7 m
Profundidade mediana
136 m
Nível estático médio
27,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Botucatu
Ante a média do estado
9,3 m mais raso que a média de Mato Grosso do Sul (143 m)
População (Censo 2022)
13.583 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
798 (14,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 67 poços em Camapuã, com profundidade média de 133,7 m (mediana de 136 m, variando de 23,6 m a 195 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Botucatu, presente em 66% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Camapuã é 9,3 m mais raso que a média de Mato Grosso do Sul (143 m).

Números do cadastro em Camapuã

Poços cadastrados em Camapuã - MS
Poços no cadastro nacional67 poços
Profundidade média133,7 m 63 poços com o dado
Profundidade mediana136 m
Faixa de profundidade23,6 m a 195 m
Nível estático médio27,6 m 59 poços com o dado
Nível dinâmico médio65,9 m 61 poços com o dado
Vazão específica média0,8 m³/h por metro 59 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 97% dos registros
Rocha predominanteFormação Botucatu 66% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 11 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 21 poços
Poços com teste de vazão67 de 67
Distribuição das profundidades em Camapuã 23,6 m mínimo 136 m mediana 195 m máximo
Metade dos poços fica entre 110 m e 160 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Camapuã por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 2% 50-100 m 11 · 17% 100-150 m 29 · 46% 150-200 m 22 · 35%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Camapuã 3 1960 1 1970 21 1980 16 1990 8 2000 10 2010 4 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Camapuã. Valores em poços. Abastecimento urbano 11 · 37% Pecuária 8 · 27% Abastecimento doméstico 5 · 17% Outros (lazer,etc.) 3 · 10% Sem uso 2 · 7% Abastecimento múltiplo 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 58 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Botucatu — 33 poços
  • Formação Piramboia — 12 poços
  • Formação Serra Geral — 2 poços
  • Grupo Bauru — 2 poços
  • Grupo Caiuá — 1 poço

O território e o subsolo de Camapuã

Camapuã tem 13.583 habitantes distribuídos em 6.238,1 km², o que dá 2,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Campo Grande.

No Censo 2022, 798 dos 5.434 domicílios de Camapuã — 14,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 769 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 997 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Mato Grosso do Sul está sobre a Bacia do Paraná: arenitos do Guarani e do Bauru, com os basaltos da Serra Geral por cima em boa parte do estado. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Grupo Bauru, Formação Serra Geral. Onde o basalto cobre o Guarani, chegar ao arenito custa dezenas ou centenas de metros de rocha dura — e entrega um poço de vazão alta e água de ótima qualidade.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Camapuã

Com base em 54 poços cadastrados num raio de 30 km de Camapuã - MS, 80% deles foram concluídos entre 100 m e 170 m, com profundidade mediana de 147 m. A vazão mediana calculada é de 15,0 m³/h (metade dos poços entre 10,1 m³/h e 20,9 m³/h), sobre 48 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 26 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (94% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Camapuã se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 54 poços no raio, contra 67 poços dentro do município.

147 mprofundidade mediana
15,0 m³/hvazão mediana calculada
26 mnível estático mediano
1,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 48 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Camapuã: 62/100

62 de 100

Confiança: amostra média54 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 92peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 14peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 59peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 9peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 95peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Camapuã costumam descer

  • até 50 m 2%1
  • 50 a 100 m 15%8
  • 100 a 150 m 43%23
  • acima de 150 m 41%22

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Botucatu 15,7 m³/h 150 m 2725 com teste
Formação Piramboia 17,9 m³/h 156 m 1110 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m4 poços Formação Botucatu 2 · Grupo Caiuá 1 · Formação Serra Geral 1
  • 100 a 150 m20 poços Formação Botucatu 13 · Formação Piramboia 5 · Grupo Bauru 2
  • acima de 150 m17 poços Formação Botucatu 11 · Formação Piramboia 6

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Camapuã?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Camapuã.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.