Mato Grosso do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Campo Grande - MS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 546poços cadastrados
  • 149,2 mprofundidade média
  • 117 mprofundidade mediana
  • 31,6 mnível estático médio

Como são os poços em Campo Grande - MS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 546 poços em Campo Grande - MS. A profundidade média é de 149,2 m e a mediana, 117 m, medida em 512 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 31,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 15.610 dos 325.840 domicílios do município — 4,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
546
Profundidade média
149,2 m
Profundidade mediana
117 m
Nível estático médio
31,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
6,2 m mais fundo que a média de Mato Grosso do Sul (143 m)
População (Censo 2022)
898.100 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
15.610 (4,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 546 poços em Campo Grande, com profundidade média de 149,2 m (mediana de 117 m, variando de 8 m a 2.266,8 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 63% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Campo Grande é 6,2 m mais fundo que a média de Mato Grosso do Sul (143 m).

Números do cadastro em Campo Grande

Poços cadastrados em Campo Grande - MS
Poços no cadastro nacional546 poços
Profundidade média149,2 m 512 poços com o dado
Profundidade mediana117 m
Faixa de profundidade8 m a 2.266,8 m
Nível estático médio31,6 m 490 poços com o dado
Nível dinâmico médio54,5 m 488 poços com o dado
Vazão específica média2,4 m³/h por metro 461 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 76% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 63% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 155 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 151 poços
Poços com teste de vazão546 de 546
Distribuição das profundidades em Campo Grande 8 m mínimo 117 m mediana 2.266,8 m máximo
Metade dos poços fica entre 92 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Campo Grande por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 27 · 5% 50-100 m 160 · 31% 100-150 m 216 · 42% 150-200 m 48 · 9% acima de 200 m 61 · 12%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Campo Grande 46 1970 114 1980 65 1990 78 2000 151 2010 57 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Campo Grande. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 155 · 55% Abastecimento urbano 52 · 18% Abastecimento industrial 44 · 16% Abastecimento doméstico 19 · 7% Pecuária 10 · 4% Abastecimento múltiplo 3 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 368 poços
  • Poroso — 115 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 253 poços
  • Formação Botucatu — 65 poços
  • Grupo Caiuá — 46 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 22 poços
  • Formação Piramboia — 8 poços
  • Grupo Bauru — 7 poços

O território e o subsolo de Campo Grande

Campo Grande tem 898.100 habitantes distribuídos em 8.083,0 km², o que dá 111,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Campo Grande.

No Censo 2022, 15.610 dos 325.840 domicílios de Campo Grande — 4,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 14.379 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 9.299 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Campo Grande, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Mato Grosso do Sul está sobre a Bacia do Paraná: arenitos do Guarani e do Bauru, com os basaltos da Serra Geral por cima em boa parte do estado. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Grupo Bauru, Formação Serra Geral. Onde o basalto cobre o Guarani, chegar ao arenito custa dezenas ou centenas de metros de rocha dura — e entrega um poço de vazão alta e água de ótima qualidade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Campo Grande

Com base em 560 poços cadastrados num raio de 30 km de Campo Grande - MS, 80% deles foram concluídos entre 66 m e 215 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 14,4 m³/h (metade dos poços entre 6,8 m³/h e 32,0 m³/h), sobre 471 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (76% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Campo Grande se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 560 poços no raio, contra 546 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
14,4 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
19,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 471 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Campo Grande: 68/100

68 de 100

Confiança: amostra alta560 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 91peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 75peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 59peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 24peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Campo Grande costumam descer

  • até 50 m 5%27
  • 50 a 100 m 31%162
  • 100 a 150 m 42%222
  • acima de 150 m 22%116

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 22,5 m³/h 132 m 167150 com teste
Grupo Caiuá 19,6 m³/h 135 m 4542 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 8,0 m³/h 100 m 2221 com teste
Grupo Bauru 8,1 m³/h 550 m 61 com teste
Quaternário 10,2 m³/h 100 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m17 poços Grupo Caiuá 7 · Formação Serra Geral 5 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 5
  • 50 a 100 m52 poços Formação Serra Geral 32 · Grupo Caiuá 10 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 7
  • 100 a 150 m107 poços Formação Serra Geral 86 · Grupo Caiuá 15 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 4
  • acima de 150 m69 poços Formação Serra Geral 44 · Grupo Caiuá 13 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 6

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Campo Grande?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Campo Grande.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.