Mato Grosso do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Paranaíba - MS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Paranaíba, Mato Grosso do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 30poços cadastrados
  • 132,6 mprofundidade média
  • 118 mprofundidade mediana
  • 23,3 mnível estático médio

Como são os poços em Paranaíba - MS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 30 poços em Paranaíba - MS. A profundidade média é de 132,6 m e a mediana, 118 m, medida em 29 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 23,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 5.458 dos 15.806 domicílios do município — 34,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
30
Profundidade média
132,6 m
Profundidade mediana
118 m
Nível estático médio
23,3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
10,4 m mais raso que a média de Mato Grosso do Sul (143 m)
População (Censo 2022)
40.957 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
5.458 (34,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 30 poços em Paranaíba, com profundidade média de 132,6 m (mediana de 118 m, variando de 58 m a 303 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 47% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Paranaíba é 10,4 m mais raso que a média de Mato Grosso do Sul (143 m).

Números do cadastro em Paranaíba

Poços cadastrados em Paranaíba - MS
Poços no cadastro nacional30 poços
Profundidade média132,6 m 29 poços com o dado
Profundidade mediana118 m
Faixa de profundidade58 m a 303 m
Nível estático médio23,3 m 20 poços com o dado
Nível dinâmico médio44,9 m 21 poços com o dado
Vazão específica média2,4 m³/h por metro 19 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 52% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 47% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 9 poços
Poços com teste de vazão30 de 30
Distribuição das profundidades em Paranaíba 58 m mínimo 118 m mediana 303 m máximo
Metade dos poços fica entre 90 m e 180 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Paranaíba por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 12 · 41% 100-150 m 7 · 24% 150-200 m 8 · 28% acima de 200 m 2 · 7%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Paranaíba 2 1970 7 1980 3 1990 3 2000 9 2010 5 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Paranaíba. Valores em poços. Abastecimento urbano 5 · 25% Pecuária 5 · 25% Abastecimento industrial 4 · 20% Outros (lazer,etc.) 4 · 20% Abastecimento doméstico 2 · 10%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 11 poços
  • Fissural — 10 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 8 poços
  • Grupo Bauru — 4 poços
  • Formação Botucatu — 2 poços
  • Grupo Caiuá — 1 poço
  • Formação Vale do Rio do Peixe — 1 poço
  • Formação Guabirotuba — 1 poço

O território e o subsolo de Paranaíba

Paranaíba tem 40.957 habitantes distribuídos em 5.405,5 km², o que dá 7,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Paranaíba - Chapadão do Sul - Cassilândia, na região intermediária de Campo Grande.

No Censo 2022, 5.458 dos 15.806 domicílios de Paranaíba — 34,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 5.199 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.901 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Mato Grosso do Sul está sobre a Bacia do Paraná: arenitos do Guarani e do Bauru, com os basaltos da Serra Geral por cima em boa parte do estado. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Grupo Bauru, Formação Serra Geral. Onde o basalto cobre o Guarani, chegar ao arenito custa dezenas ou centenas de metros de rocha dura — e entrega um poço de vazão alta e água de ótima qualidade.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Paranaíba

Com base em 25 poços cadastrados num raio de 30 km de Paranaíba - MS, 80% deles foram concluídos entre 77 m e 180 m, com profundidade mediana de 135 m. A vazão mediana calculada é de 15,6 m³/h (metade dos poços entre 10,7 m³/h e 30,1 m³/h), sobre 17 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 22 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (50% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Paranaíba se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 25 poços no raio, contra 30 poços dentro do município.

135 mprofundidade mediana
15,6 m³/hvazão mediana calculada
22 mnível estático mediano
0,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 17 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Paranaíba: 60/100

60 de 100

Confiança: amostra média25 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 93peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 6peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 67peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 12peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 64peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Paranaíba costumam descer

  • até 50 m 0%0
  • 50 a 100 m 42%10
  • 100 a 150 m 21%5
  • acima de 150 m 38%9

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m4 poços Grupo Bauru 2 · Formação Vale do Rio do Peixe 1 · Formação Guabirotuba 1
  • acima de 150 m3 poços Grupo Bauru 2 · Grupo Caiuá 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Paranaíba?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Paranaíba.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.