Mato Grosso do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Brasilândia - MS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Brasilândia, Mato Grosso do Sul.

  • aquífero poroso
  • grupo caiuá
  • 54poços cadastrados
  • 102,7 mprofundidade média
  • 108,5 mprofundidade mediana
  • 29,5 mnível estático médio

Como são os poços em Brasilândia - MS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 54 poços em Brasilândia - MS. A profundidade média é de 102,7 m e a mediana, 108,5 m, medida em 53 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 29,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Caiuá. No Censo 2022, 662 dos 4.235 domicílios do município — 15,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
54
Profundidade média
102,7 m
Profundidade mediana
108,5 m
Nível estático médio
29,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Caiuá
Ante a média do estado
40,3 m mais raso que a média de Mato Grosso do Sul (143 m)
População (Censo 2022)
11.579 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
662 (15,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 54 poços em Brasilândia, com profundidade média de 102,7 m (mediana de 108,5 m, variando de 60 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Caiuá, presente em 72% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Brasilândia é 40,3 m mais raso que a média de Mato Grosso do Sul (143 m).

Números do cadastro em Brasilândia

Poços cadastrados em Brasilândia - MS
Poços no cadastro nacional54 poços
Profundidade média102,7 m 53 poços com o dado
Profundidade mediana108,5 m
Faixa de profundidade60 m a 150 m
Nível estático médio29,5 m 52 poços com o dado
Nível dinâmico médio41,2 m 52 poços com o dado
Vazão específica média2,4 m³/h por metro 45 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 96% dos registros
Rocha predominanteGrupo Caiuá 72% dos registros
Uso mais comumPecuária 29 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 14 poços
Poços com teste de vazão54 de 54
Distribuição das profundidades em Brasilândia 60 m mínimo 108,5 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 87 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Brasilândia por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 24 · 45% 100-150 m 29 · 55%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Brasilândia 2 1970 6 1980 11 1990 14 2000 9 2010 11 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Brasilândia. Valores em poços. Pecuária 29 · 69% Abastecimento urbano 8 · 19% Outros (lazer,etc.) 4 · 10% Abastecimento doméstico 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 50 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Caiuá — 13 poços
  • Formação Serra Geral — 4 poços
  • Quaternário — 1 poço

O território e o subsolo de Brasilândia

Brasilândia tem 11.579 habitantes distribuídos em 5.803,5 km², o que dá 2,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Três Lagoas, na região intermediária de Campo Grande.

No Censo 2022, 662 dos 4.235 domicílios de Brasilândia — 15,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 631 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 495 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Mato Grosso do Sul está sobre a Bacia do Paraná: arenitos do Guarani e do Bauru, com os basaltos da Serra Geral por cima em boa parte do estado. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Grupo Bauru, Formação Serra Geral. Onde o basalto cobre o Guarani, chegar ao arenito custa dezenas ou centenas de metros de rocha dura — e entrega um poço de vazão alta e água de ótima qualidade.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Brasilândia

Com base em 46 poços cadastrados num raio de 30 km de Brasilândia - MS, 80% deles foram concluídos entre 70 m e 121 m, com profundidade mediana de 106 m. A vazão mediana calculada é de 25,5 m³/h (metade dos poços entre 7,5 m³/h e 57,4 m³/h), sobre 38 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 27 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (96% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Brasilândia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 46 poços no raio, contra 54 poços dentro do município.

106 mprofundidade mediana
25,5 m³/hvazão mediana calculada
27 mnível estático mediano
1,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 38 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Brasilândia: 61/100

61 de 100

Confiança: amostra média46 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 98peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 12peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 73peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 35peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 15peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Brasilândia costumam descer

  • até 50 m 0%0
  • 50 a 100 m 46%21
  • 100 a 150 m 54%25
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m3 poços Grupo Caiuá 3
  • 100 a 150 m10 poços Grupo Caiuá 9 · Quaternário 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Brasilândia?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Brasilândia.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.