Mato Grosso do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Bonito - MS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Bonito, Mato Grosso do Sul.

  • aquífero fissural
  • grupo cuiabá
  • 69poços cadastrados
  • 75,7 mprofundidade média
  • 64 mprofundidade mediana
  • 13,2 mnível estático médio

Como são os poços em Bonito - MS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 69 poços em Bonito - MS. A profundidade média é de 75,7 m e a mediana, 64 m, medida em 63 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Cuiabá. No Censo 2022, 1.209 dos 8.260 domicílios do município — 14,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
69
Profundidade média
75,7 m
Profundidade mediana
64 m
Nível estático médio
13,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Cuiabá
Ante a média do estado
67,3 m mais raso que a média de Mato Grosso do Sul (143 m)
População (Censo 2022)
23.659 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.209 (14,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 69 poços em Bonito, com profundidade média de 75,7 m (mediana de 64 m, variando de 8 m a 260 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Cuiabá, presente em 98% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Bonito é 67,3 m mais raso que a média de Mato Grosso do Sul (143 m).

Números do cadastro em Bonito

Poços cadastrados em Bonito - MS
Poços no cadastro nacional69 poços
Profundidade média75,7 m 63 poços com o dado
Profundidade mediana64 m
Faixa de profundidade8 m a 260 m
Nível estático médio13,2 m 56 poços com o dado
Nível dinâmico médio35,9 m 55 poços com o dado
Vazão específica média2,1 m³/h por metro 55 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 98% dos registros
Rocha predominanteGrupo Cuiabá 98% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 7 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 17 poços
Poços com teste de vazão69 de 69
Distribuição das profundidades em Bonito 8 m mínimo 64 m mediana 260 m máximo
Metade dos poços fica entre 28 m e 96 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Bonito por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 21 · 33% 50-100 m 28 · 44% 100-150 m 8 · 13% 150-200 m 5 · 8% acima de 200 m 1 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Bonito 7 1970 17 1980 13 1990 11 2000 9 2010 6 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Bonito. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 7 · 58% Abastecimento doméstico 4 · 33% Abastecimento industrial 1 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 49 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Cuiabá — 49 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço

O território e o subsolo de Bonito

Bonito tem 23.659 habitantes distribuídos em 5.373,0 km², o que dá 4,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Jardim, na região intermediária de Corumbá.

No Censo 2022, 1.209 dos 8.260 domicílios de Bonito — 14,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.125 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.091 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Mato Grosso do Sul está sobre a Bacia do Paraná: arenitos do Guarani e do Bauru, com os basaltos da Serra Geral por cima em boa parte do estado. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Grupo Bauru, Formação Serra Geral. Onde o basalto cobre o Guarani, chegar ao arenito custa dezenas ou centenas de metros de rocha dura — e entrega um poço de vazão alta e água de ótima qualidade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Bonito

Com base em 63 poços cadastrados num raio de 30 km de Bonito - MS, 80% deles foram concluídos entre 17 m e 130 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 3,0 m³/h (metade dos poços entre 1,7 m³/h e 10,2 m³/h), sobre 53 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (96% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Bonito se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 63 poços no raio, contra 69 poços dentro do município.

60 mprofundidade mediana
3,0 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
2,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 53 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Bonito: 23/100

23 de 100

Confiança: amostra alta63 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 17peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 17peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 20peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 4peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Bonito costumam descer

  • até 50 m 34%21
  • 50 a 100 m 48%29
  • 100 a 150 m 11%7
  • acima de 150 m 7%4

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m20 poços Grupo Cuiabá 20
  • 50 a 100 m22 poços Grupo Cuiabá 21 · Grupo Caiuá 1
  • 100 a 150 m4 poços Grupo Cuiabá 4
  • acima de 150 m3 poços Grupo Cuiabá 2 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Bonito?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Bonito.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.