Mato Grosso do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Tacuru - MS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Tacuru, Mato Grosso do Sul.

  • aquífero poroso
  • grupo caiuá
  • 8poços cadastrados
  • 102,1 mprofundidade média
  • 103 mprofundidade mediana
  • 16,1 mnível estático médio

Como são os poços em Tacuru - MS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 8 poços em Tacuru - MS. A profundidade média é de 102,1 m e a mediana, 103 m, medida em 8 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 16,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Caiuá. No Censo 2022, 876 dos 3.242 domicílios do município — 27% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
8
Profundidade média
102,1 m
Profundidade mediana
103 m
Nível estático médio
16,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Caiuá
Ante a média do estado
40,9 m mais raso que a média de Mato Grosso do Sul (143 m)
População (Censo 2022)
10.808 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
876 (27%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 8 poços em Tacuru, com profundidade média de 102,1 m (mediana de 103 m, variando de 81 m a 120 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Caiuá, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Tacuru é 40,9 m mais raso que a média de Mato Grosso do Sul (143 m).

Números do cadastro em Tacuru

Poços cadastrados em Tacuru - MS
Poços no cadastro nacional8 poços
Profundidade média102,1 m 8 poços com o dado
Profundidade mediana103 m
Faixa de profundidade81 m a 120 m
Nível estático médio16,1 m 8 poços com o dado
Nível dinâmico médio43,3 m 8 poços com o dado
Vazão específica média1,3 m³/h por metro 8 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Caiuá 100% dos registros
Uso mais comumPecuária 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 4 poços
Poços com teste de vazão8 de 8
Distribuição das profundidades em Tacuru 81 m mínimo 103 m mediana 120 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Tacuru por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 3 · 38% 100-150 m 5 · 63%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Tacuru 3 1980 1 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Tacuru. Valores em poços. Pecuária 3 · 75% Abastecimento urbano 1 · 25%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 8 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Caiuá — 4 poços

O território e o subsolo de Tacuru

Tacuru tem 10.808 habitantes distribuídos em 1.784,2 km², o que dá 6,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Amambai, na região intermediária de Dourados.

No Censo 2022, 876 dos 3.242 domicílios de Tacuru — 27% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 843 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.021 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Mato Grosso do Sul está sobre a Bacia do Paraná: arenitos do Guarani e do Bauru, com os basaltos da Serra Geral por cima em boa parte do estado. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Grupo Bauru, Formação Serra Geral. Onde o basalto cobre o Guarani, chegar ao arenito custa dezenas ou centenas de metros de rocha dura — e entrega um poço de vazão alta e água de ótima qualidade.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Tacuru

Com base em 9 poços cadastrados num raio de 30 km de Tacuru - MS, 80% deles foram concluídos entre 78 m e 120 m, com profundidade mediana de 103 m. A vazão mediana calculada é de 30,3 m³/h (metade dos poços entre 8,4 m³/h e 43,8 m³/h), sobre 9 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 16 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

São poucos poços cadastrados neste entorno (9 poços). Os números abaixo valem como indício da região, não como retrato do subsolo — e a diferença entre dois terrenos vizinhos, em aquífero fissural, pode ser maior que a diferença entre dois municípios.

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Tacuru se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 9 poços no raio, contra 8 poços dentro do município.

103 mprofundidade mediana
30,3 m³/hvazão mediana calculada
16 mnível estático mediano
0,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 9 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Tacuru: 66/100

66 de 100

Confiança: amostra baixa9 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 99peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 1peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 77peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 38peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 70peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Tacuru costumam descer

  • até 50 m 0%0
  • 50 a 100 m 44%4
  • 100 a 150 m 56%5
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Tacuru?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Tacuru.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.