Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Couto de Magalhães de Minas - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Couto de Magalhães de Minas, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • grupo macaúbas
  • 7poços cadastrados
  • 67 mprofundidade média
  • 66 mprofundidade mediana
  • 4,8 mnível estático médio

Como são os poços em Couto de Magalhães de Minas - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 7 poços em Couto de Magalhães de Minas - MG. A profundidade média é de 67 m e a mediana, 66 m, medida em 5 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 4,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Macaúbas. No Censo 2022, 22 dos 1.480 domicílios do município — 1,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
7
Profundidade média
67 m
Profundidade mediana
66 m
Nível estático médio
4,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Macaúbas
Ante a média do estado
29,8 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
4.245 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
22 (1,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 7 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 7 poços em Couto de Magalhães de Minas, com profundidade média de 67 m (mediana de 66 m, variando de 49 m a 91 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Macaúbas, presente em 50% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Couto de Magalhães de Minas é 29,8 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Couto de Magalhães de Minas

Poços cadastrados em Couto de Magalhães de Minas - MG
Poços no cadastro nacional7 poços
Profundidade média67 m 5 poços com o dado
Profundidade mediana66 m
Faixa de profundidade49 m a 91 m
Nível estático médio4,8 m 2 poços com o dado
Nível dinâmico médio19,1 m 2 poços com o dado
Vazão específica média1,2 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Macaúbas 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 2 poços
Poços com teste de vazão7 de 7
Distribuição das profundidades em Couto de Magalhães de Minas 49 m mínimo 66 m mediana 91 m máximo
Metade dos poços fica entre 49 m e 80 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Couto de Magalhães de Minas por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 40% 50-100 m 3 · 60%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Couto de Magalhães de Minas 1 1980 2 1990 1 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Couto de Magalhães de Minas. Valores em poços. Abastecimento doméstico 2 · 67% Abastecimento urbano 1 · 33%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Macaúbas — 2 poços
  • Proterozoico Superior — 2 poços

O território e o subsolo de Couto de Magalhães de Minas

Couto de Magalhães de Minas tem 4.245 habitantes distribuídos em 485,7 km², o que dá 8,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Diamantina, na região intermediária de Teófilo Otoni.

No Censo 2022, 22 dos 1.480 domicílios de Couto de Magalhães de Minas — 1,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 19 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 129 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Couto de Magalhães de Minas, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Couto de Magalhães de Minas

Com base em 99 poços cadastrados num raio de 30 km de Couto de Magalhães de Minas - MG, 80% deles foram concluídos entre 55 m e 150 m, com profundidade mediana de 82 m. A vazão mediana calculada é de 7,8 m³/h (metade dos poços entre 4,3 m³/h e 16,4 m³/h), sobre 46 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 3 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Couto de Magalhães de Minas se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 99 poços no raio, contra 7 poços dentro do município.

82 mprofundidade mediana
7,8 m³/hvazão mediana calculada
3 mnível estático mediano
3,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 46 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Couto de Magalhães de Minas: 43/100

43 de 100

Confiança: amostra alta99 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 54peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 26peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 31peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 63peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 36peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Couto de Magalhães de Minas costumam descer

  • até 50 m 9%7
  • 50 a 100 m 55%41
  • 100 a 150 m 29%22
  • acima de 150 m 7%5

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Proterozoico Inferior 7,5 m³/h 80 m 1512 com teste
Formação Sopa-Brumadinho 7,8 m³/h 83 m 1411 com teste
Grupo Macaúbas 10,1 m³/h 80 m 136 com teste
Formação Chapada Acauã 6,2 m³/h 101 m 125 com teste
Proterozoico Superior 12,8 m³/h 90 m 72 com teste
Complexo Guanhães 17,8 m³/h 132 m 42 com teste
Formação Duas Barras 36,9 m³/h 72 m 32 com teste
Formação Sopa 10,2 m³/h 130 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m6 poços Formação Sopa-Brumadinho 3 · Grupo Macaúbas 2 · Proterozoico Superior 1
  • 50 a 100 m40 poços Proterozoico Inferior 14 · Grupo Macaúbas 8 · Formação Sopa-Brumadinho 6
  • 100 a 150 m21 poços Formação Chapada Acauã 7 · Formação Sopa-Brumadinho 5 · Formação Sopa 2
  • acima de 150 m4 poços Complexo Guanhães 2 · Proterozoico Superior 1 · Grupo Macaúbas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Couto de Magalhães de Minas?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Couto de Magalhães de Minas.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.