Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Sapucaí-Mirim - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Sapucaí-Mirim, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo varginha-guaxupe
  • 6poços cadastrados
  • 146 mprofundidade média
  • 110 mprofundidade mediana
  • 19,3 mnível estático médio

Como são os poços em Sapucaí-Mirim - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 6 poços em Sapucaí-Mirim - MG. A profundidade média é de 146 m e a mediana, 110 m, medida em 5 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 19,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Varginha-Guaxupe. No Censo 2022, 125 dos 2.323 domicílios do município — 5,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
6
Profundidade média
146 m
Profundidade mediana
110 m
Nível estático médio
19,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Varginha-Guaxupe
Ante a média do estado
49,2 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
6.311 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
125 (5,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 6 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 6 poços em Sapucaí-Mirim, com profundidade média de 146 m (mediana de 110 m, variando de 100 m a 270 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Varginha-Guaxupe, presente em 100% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Sapucaí-Mirim é 49,2 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Sapucaí-Mirim

Poços cadastrados em Sapucaí-Mirim - MG
Poços no cadastro nacional6 poços
Profundidade média146 m 5 poços com o dado
Profundidade mediana110 m
Faixa de profundidade100 m a 270 m
Nível estático médio19,3 m 5 poços com o dado
Nível dinâmico médio51,3 m 5 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 5 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Varginha-Guaxupe 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 3 poços
Poços com teste de vazão6 de 6
Distribuição das profundidades em Sapucaí-Mirim 100 m mínimo 110 m mediana 270 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Sapucaí-Mirim por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 2 · 40% 100-150 m 2 · 40% acima de 200 m 1 · 20%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Sapucaí-Mirim 3 1990 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Sapucaí-Mirim. Valores em poços. Abastecimento doméstico 2 · 67% Abastecimento industrial 1 · 33%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Varginha-Guaxupe — 3 poços

O território e o subsolo de Sapucaí-Mirim

Sapucaí-Mirim tem 6.311 habitantes distribuídos em 285,1 km², o que dá 22,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Itajubá, na região intermediária de Pouso Alegre.

No Censo 2022, 125 dos 2.323 domicílios de Sapucaí-Mirim — 5,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 91 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 750 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Sapucaí-Mirim, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Sapucaí-Mirim

Com base em 71 poços cadastrados num raio de 30 km de Sapucaí-Mirim - MG, 80% deles foram concluídos entre 100 m e 269 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 4,8 m³/h (metade dos poços entre 2,6 m³/h e 8,9 m³/h), sobre 21 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (84% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Sapucaí-Mirim se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 71 poços no raio, contra 6 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
4,8 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
2,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 21 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Sapucaí-Mirim: 28/100

28 de 100

Confiança: amostra alta71 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 29peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 19peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 31peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 56peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Sapucaí-Mirim costumam descer

  • até 50 m 4%2
  • 50 a 100 m 15%8
  • 100 a 150 m 37%20
  • acima de 150 m 44%24

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Varginha-Guaxupe 2,7 m³/h 115 m 108 com teste
Corpo Cristalino 3,2 m³/h 165 m 66 com teste
Grupo Taubaté 8,3 m³/h 261 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m3 poços Complexo Varginha-Guaxupe 3
  • 100 a 150 m7 poços Complexo Varginha-Guaxupe 5 · Corpo Cristalino 2
  • acima de 150 m7 poços Corpo Cristalino 3 · Grupo Taubaté 3 · Complexo Varginha-Guaxupe 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Sapucaí-Mirim?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Sapucaí-Mirim.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.