Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São Tomás de Aquino - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São Tomás de Aquino, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 12poços cadastrados
  • 149,8 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 51,1 mnível estático médio

Como são os poços em São Tomás de Aquino - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 12 poços em São Tomás de Aquino - MG. A profundidade média é de 149,8 m e a mediana, 150 m, medida em 10 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 51,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 96 dos 2.444 domicílios do município — 3,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
12
Profundidade média
149,8 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
51,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
53 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
6.740 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
96 (3,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 12 poços em São Tomás de Aquino, com profundidade média de 149,8 m (mediana de 150 m, variando de 38 m a 240 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 88% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São Tomás de Aquino é 53 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em São Tomás de Aquino

Poços cadastrados em São Tomás de Aquino - MG
Poços no cadastro nacional12 poços
Profundidade média149,8 m 10 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade38 m a 240 m
Nível estático médio51,1 m 10 poços com o dado
Nível dinâmico médio87,5 m 9 poços com o dado
Vazão específica média1,7 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 50% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 88% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 1990 5 poços
Poços com teste de vazão12 de 12
Distribuição das profundidades em São Tomás de Aquino 38 m mínimo 150 m mediana 240 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 204 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São Tomás de Aquino por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 10% 50-100 m 2 · 20% 100-150 m 3 · 30% 150-200 m 1 · 10% acima de 200 m 3 · 30%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São Tomás de Aquino 2 1980 5 1990 2 2000 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São Tomás de Aquino. Valores em poços. Abastecimento doméstico 1 · 50% Outros (lazer,etc.) 1 · 50%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 4 poços
  • Poroso — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 7 poços
  • Formação Botucatu — 1 poço

O território e o subsolo de São Tomás de Aquino

São Tomás de Aquino tem 6.740 habitantes distribuídos em 277,9 km², o que dá 24,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Sebastião do Paraíso, na região intermediária de Varginha.

No Censo 2022, 96 dos 2.444 domicílios de São Tomás de Aquino — 3,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 90 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 326 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de São Tomás de Aquino, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São Tomás de Aquino

Com base em 81 poços cadastrados num raio de 30 km de São Tomás de Aquino - MG, 80% deles foram concluídos entre 86 m e 304 m, com profundidade mediana de 144 m. A vazão mediana calculada é de 8,8 m³/h (metade dos poços entre 3,8 m³/h e 26,9 m³/h), sobre 42 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 30 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (63% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São Tomás de Aquino se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 81 poços no raio, contra 12 poços dentro do município.

144 mprofundidade mediana
8,8 m³/hvazão mediana calculada
30 mnível estático mediano
2,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 42 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São Tomás de Aquino: 43/100

43 de 100

Confiança: amostra alta81 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 65peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 22peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 56peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 9peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 5peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São Tomás de Aquino costumam descer

  • até 50 m 6%4
  • 50 a 100 m 20%14
  • 100 a 150 m 34%24
  • acima de 150 m 41%29

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 9,8 m³/h 151 m 2720 com teste
Grupo Bauru 4,8 m³/h 126 m 44 com teste
Formação Aquidauana 22,0 m³/h 301 m 32 com teste
Grupo Passa Dois sem teste 280 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m6 poços Formação Serra Geral 3 · Formação Botucatu 1 · Grupo Araxá 1
  • 100 a 150 m12 poços Formação Serra Geral 9 · Grupo Bauru 3
  • acima de 150 m24 poços Formação Serra Geral 14 · Grupo Passa Dois 3 · Formação Aquidauana 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São Tomás de Aquino?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São Tomás de Aquino.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.