Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Canápolis - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Canápolis, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 11poços cadastrados
  • 142,9 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 32,3 mnível estático médio

Como são os poços em Canápolis - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 11 poços em Canápolis - MG. A profundidade média é de 142,9 m e a mediana, 120 m, medida em 9 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 32,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 368 dos 4.034 domicílios do município — 9,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
11
Profundidade média
142,9 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
32,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
46,1 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
10.608 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
368 (9,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 11 poços em Canápolis, com profundidade média de 142,9 m (mediana de 120 m, variando de 80 m a 280 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Canápolis é 46,1 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Canápolis

Poços cadastrados em Canápolis - MG
Poços no cadastro nacional11 poços
Profundidade média142,9 m 9 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade80 m a 280 m
Nível estático médio32,3 m 5 poços com o dado
Nível dinâmico médio61,7 m 5 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 4 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 5 poços
Poços com teste de vazão11 de 11
Distribuição das profundidades em Canápolis 80 m mínimo 120 m mediana 280 m máximo
Metade dos poços fica entre 102 m e 170 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Canápolis por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 2 · 22% 100-150 m 4 · 44% 150-200 m 2 · 22% acima de 200 m 1 · 11%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Canápolis 3 1990 1 2000 5 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Canápolis. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 3 · 38% Abastecimento doméstico/animal 2 · 25% Pecuária 2 · 25% Abastecimento industrial 1 · 13%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 3 poços

O território e o subsolo de Canápolis

Canápolis tem 10.608 habitantes distribuídos em 843,6 km², o que dá 12,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Uberlândia.

No Censo 2022, 368 dos 4.034 domicílios de Canápolis — 9,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 317 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 389 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Canápolis

Com base em 50 poços cadastrados num raio de 30 km de Canápolis - MG, 80% deles foram concluídos entre 78 m e 162 m, com profundidade mediana de 112 m. A vazão mediana calculada é de 8,8 m³/h (metade dos poços entre 4,8 m³/h e 20,9 m³/h), sobre 28 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 24 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (89% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Canápolis se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 50 poços no raio, contra 11 poços dentro do município.

112 mprofundidade mediana
8,8 m³/hvazão mediana calculada
24 mnível estático mediano
1,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 28 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Canápolis: 45/100

45 de 100

Confiança: amostra média50 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 65peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 13peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 59peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 30peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 21peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Canápolis costumam descer

  • até 50 m 5%2
  • 50 a 100 m 37%15
  • 100 a 150 m 46%19
  • acima de 150 m 12%5

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m6 poços Formação Serra Geral 5 · Formação Vale do Rio do Peixe 1
  • 100 a 150 m11 poços Formação Serra Geral 9 · Aluviões 1 · Formação Vale do Rio do Peixe 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Canápolis?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Canápolis.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.