Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Carmo do Rio Claro - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Carmo do Rio Claro, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • grupo canastra
  • 21poços cadastrados
  • 145,3 mprofundidade média
  • 134 mprofundidade mediana
  • 17,2 mnível estático médio

Como são os poços em Carmo do Rio Claro - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 21 poços em Carmo do Rio Claro - MG. A profundidade média é de 145,3 m e a mediana, 134 m, medida em 19 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 17,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Canastra. No Censo 2022, 1.127 dos 7.945 domicílios do município — 14,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
21
Profundidade média
145,3 m
Profundidade mediana
134 m
Nível estático médio
17,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Canastra
Ante a média do estado
48,5 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
20.954 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.127 (14,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 21 poços em Carmo do Rio Claro, com profundidade média de 145,3 m (mediana de 134 m, variando de 78 m a 252 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Canastra, presente em 38% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Carmo do Rio Claro é 48,5 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Carmo do Rio Claro

Poços cadastrados em Carmo do Rio Claro - MG
Poços no cadastro nacional21 poços
Profundidade média145,3 m 19 poços com o dado
Profundidade mediana134 m
Faixa de profundidade78 m a 252 m
Nível estático médio17,2 m 18 poços com o dado
Nível dinâmico médio85,8 m 18 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 15 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 63% dos registros
Rocha predominanteGrupo Canastra 38% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 12 poços
Poços com teste de vazão21 de 21
Distribuição das profundidades em Carmo do Rio Claro 78 m mínimo 134 m mediana 252 m máximo
Metade dos poços fica entre 120 m e 168 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Carmo do Rio Claro por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 2 · 11% 100-150 m 10 · 53% 150-200 m 5 · 26% acima de 200 m 2 · 11%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Carmo do Rio Claro 3 1970 1 1990 3 2000 12 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Carmo do Rio Claro. Valores em poços. Abastecimento doméstico 5 · 36% Outros (lazer,etc.) 5 · 36% Abastecimento urbano 2 · 14% Abastecimento industrial 1 · 7% Pecuária 1 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 5 poços
  • Poroso — 2 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Canastra — 3 poços
  • Grupo Andrelândia — 2 poços
  • Coberturas Detrítico-Lateríticas — 1 poço
  • Complexo Campos Gerais — 1 poço
  • Grupo Bambuí — 1 poço

O território e o subsolo de Carmo do Rio Claro

Carmo do Rio Claro tem 20.954 habitantes distribuídos em 1.065,7 km², o que dá 19,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Passos, na região intermediária de Varginha.

No Censo 2022, 1.127 dos 7.945 domicílios de Carmo do Rio Claro — 14,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 837 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.754 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Carmo do Rio Claro

Com base em 53 poços cadastrados num raio de 30 km de Carmo do Rio Claro - MG, 80% deles foram concluídos entre 68 m e 169 m, com profundidade mediana de 118 m. A vazão mediana calculada é de 11,2 m³/h (metade dos poços entre 4,5 m³/h e 14,8 m³/h), sobre 34 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (63% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Carmo do Rio Claro se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 53 poços no raio, contra 21 poços dentro do município.

118 mprofundidade mediana
11,2 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
1,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 34 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Carmo do Rio Claro: 56/100

56 de 100

Confiança: amostra média53 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 82peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 14peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 47peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 26peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 87peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Carmo do Rio Claro costumam descer

  • até 50 m 8%4
  • 50 a 100 m 29%14
  • 100 a 150 m 45%22
  • acima de 150 m 18%9

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Campos Gerais 10,0 m³/h 100 m 136 com teste
Aluviões 27,7 m³/h 80 m 55 com teste
Grupo Andrelândia 8,0 m³/h 150 m 33 com teste
Grupo Araxá 13,0 m³/h 130 m 33 com teste
Grupo Canastra 11,5 m³/h 123 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Complexo Campos Gerais 2 · Aluviões 1
  • 50 a 100 m10 poços Complexo Campos Gerais 5 · Aluviões 3 · Grupo Andrelândia 1
  • 100 a 150 m14 poços Complexo Campos Gerais 6 · Grupo Araxá 3 · Grupo Canastra 3
  • acima de 150 m3 poços Complexo Andrelândia 1 · Grupo Andrelândia 1 · Coberturas Detrítico-Lateríticas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Carmo do Rio Claro?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Carmo do Rio Claro.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.