Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São José da Varginha - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São José da Varginha, Minas Gerais.

  • aquífero poroso
  • arqueano
  • 5poços cadastrados
  • 131 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 23 mnível estático médio

Como são os poços em São José da Varginha - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 5 poços em São José da Varginha - MG. A profundidade média é de 131 m e a mediana, 100 m, medida em 5 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 23 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Arqueano. No Censo 2022, 522 dos 1.739 domicílios do município — 30% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
5
Profundidade média
131 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
23 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Arqueano
Ante a média do estado
34,2 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
4.536 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
522 (30%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 5 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 5 poços em São José da Varginha, com profundidade média de 131 m (mediana de 100 m, variando de 65 m a 240 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Arqueano, presente em 100% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de São José da Varginha é 34,2 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em São José da Varginha

Poços cadastrados em São José da Varginha - MG
Poços no cadastro nacional5 poços
Profundidade média131 m 5 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade65 m a 240 m
Nível estático médio23 m 5 poços com o dado
Nível dinâmico médio68,1 m 5 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 5 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 50% dos registros
Rocha predominanteArqueano 100% dos registros
Uso mais comumPecuária 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 2000 3 poços
Poços com teste de vazão5 de 5
Distribuição das profundidades em São José da Varginha 65 m mínimo 100 m mediana 240 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São José da Varginha por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 3 · 60% 100-150 m 1 · 20% acima de 200 m 1 · 20%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São José da Varginha 1 1970 1 1980 3 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São José da Varginha. Valores em poços. Pecuária 1 · 33% Outros (lazer,etc.) 1 · 33% Abastecimento doméstico 1 · 33%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 1 poço
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Arqueano — 3 poços

O território e o subsolo de São José da Varginha

São José da Varginha tem 4.536 habitantes distribuídos em 205,5 km², o que dá 22,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Pará de Minas, na região intermediária de Divinópolis.

No Censo 2022, 522 dos 1.739 domicílios de São José da Varginha — 30% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 459 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 469 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São José da Varginha

Com base em 300 poços cadastrados num raio de 30 km de São José da Varginha - MG, 80% deles foram concluídos entre 63 m e 216 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 10,0 m³/h (metade dos poços entre 5,8 m³/h e 18,1 m³/h), sobre 171 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São José da Varginha se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 300 poços no raio, contra 5 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
10,0 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
10,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 171 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São José da Varginha: 61/100

61 de 100

Confiança: amostra alta300 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 74peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 56peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 56peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 65peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São José da Varginha costumam descer

  • até 50 m 4%12
  • 50 a 100 m 38%103
  • 100 a 150 m 32%86
  • acima de 150 m 26%71

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Divinópolis 14,8 m³/h 178 m 9949 com teste
Complexo Belo Horizonte 10,5 m³/h 101 m 4837 com teste
Arqueano 9,2 m³/h 100 m 3532 com teste
Complexo Juiz de Fora 8,6 m³/h 90 m 53 com teste
Grupo Nova Lima 25,7 m³/h 101 m 43 com teste
Supergrupo Espinhaço sem teste 73 m 4
Supergrupo Rio das Velhas 4,0 m³/h 150 m 43 com teste
Proterozoico Inferior 7,2 m³/h 145 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m4 poços Complexo Belo Horizonte 1 · Aluviões 1 · Arqueano 1
  • 50 a 100 m71 poços Complexo Belo Horizonte 23 · Complexo Divinópolis 21 · Arqueano 17
  • 100 a 150 m67 poços Complexo Belo Horizonte 23 · Complexo Divinópolis 20 · Arqueano 15
  • acima de 150 m62 poços Complexo Divinópolis 57 · Arqueano 2 · Complexo Belo Horizonte 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São José da Varginha?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São José da Varginha.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.