Minas Gerais · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em São José do Alegre - MG: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São José do Alegre, Minas Gerais.
- aquífero fissural
- grupo andrelândia
- 11poços cadastrados
- 95,1 mprofundidade média
- 60 mprofundidade mediana
- 3,4 mnível estático médio
Como são os poços em São José do Alegre - MG?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 11 poços em São José do Alegre - MG. A profundidade média é de 95,1 m e a mediana, 60 m, medida em 11 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 3,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Andrelândia. No Censo 2022, 150 dos 1.510 domicílios do município — 9,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 11
- Profundidade média
- 95,1 m
- Profundidade mediana
- 60 m
- Nível estático médio
- 3,4 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Grupo Andrelândia
- Ante a média do estado
- praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m)
- População (Censo 2022)
- 4.133 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 150 (9,9%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 11 poços em São José do Alegre, com profundidade média de 95,1 m (mediana de 60 m, variando de 50 m a 156 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Andrelândia, presente em 70% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de São José do Alegre é praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m).
Números do cadastro em São José do Alegre
| Poços no cadastro nacional | 11 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 95,1 m 11 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 60 m |
| Faixa de profundidade | 50 m a 156 m |
| Nível estático médio | 3,4 m 9 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 40,8 m 9 poços com o dado |
| Vazão específica média | 1,1 m³/h por metro 8 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 100% dos registros |
| Rocha predominante | Grupo Andrelândia 70% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento múltiplo 1 poço |
| Década com mais perfurações | anos 2000 4 poços |
| Poços com teste de vazão | 11 de 11 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 10 poços
Formações geológicas atravessadas
- Grupo Andrelândia — 7 poços
- Complexo Varginha-Guaxupe — 2 poços
- Grupo Itabira — 1 poço
O território e o subsolo de São José do Alegre
São José do Alegre tem 4.133 habitantes distribuídos em 88,8 km², o que dá 46,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Itajubá, na região intermediária de Pouso Alegre.
No Censo 2022, 150 dos 1.510 domicílios de São José do Alegre — 9,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 104 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 269 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.
Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de São José do Alegre
Com base em 73 poços cadastrados num raio de 30 km de São José do Alegre - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 150 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 11,1 m³/h (metade dos poços entre 5,4 m³/h e 20,4 m³/h), sobre 52 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 3 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (93% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São José do Alegre se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 73 poços no raio, contra 11 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 52 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de São José do Alegre: 54/100
Confiança: amostra alta73 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 81peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 20peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 36peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 53peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de São José do Alegre costumam descer
- até 50 m 4%3
- 50 a 100 m 48%33
- 100 a 150 m 43%30
- acima de 150 m 4%3
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Complexo Varginha-Guaxupe | 11,1 m³/h | 110 m | 3930 com teste |
| Grupo Andrelândia | 24,0 m³/h | 88 m | 109 com teste |
| Gnaisses Heliodora | 8,0 m³/h | 81 m | 44 com teste |
| Aluviões | 3,0 m³/h | 132 m | 44 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- 50 a 100 m27 poços Complexo Varginha-Guaxupe 15 · Grupo Andrelândia 7 · Gnaisses Heliodora 4
- 100 a 150 m30 poços Complexo Varginha-Guaxupe 24 · Aluviões 3 · Grupo Andrelândia 2
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos São José do Alegre?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São José do Alegre.
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.