Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São José da Barra - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São José da Barra, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • grupo araxá
  • 13poços cadastrados
  • 115,8 mprofundidade média
  • 118 mprofundidade mediana
  • 18 mnível estático médio

Como são os poços em São José da Barra - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 13 poços em São José da Barra - MG. A profundidade média é de 115,8 m e a mediana, 118 m, medida em 9 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 18 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Araxá. No Censo 2022, 442 dos 2.759 domicílios do município — 16% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
13
Profundidade média
115,8 m
Profundidade mediana
118 m
Nível estático médio
18 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Araxá
Ante a média do estado
19 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
7.793 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
442 (16%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 13 poços em São José da Barra, com profundidade média de 115,8 m (mediana de 118 m, variando de 1,9 m a 200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Araxá, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São José da Barra é 19 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em São José da Barra

Poços cadastrados em São José da Barra - MG
Poços no cadastro nacional13 poços
Profundidade média115,8 m 9 poços com o dado
Profundidade mediana118 m
Faixa de profundidade1,9 m a 200 m
Nível estático médio18 m 7 poços com o dado
Nível dinâmico médio56,8 m 7 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 7 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Araxá 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 5 poços
Poços com teste de vazão13 de 13
Distribuição das profundidades em São José da Barra 1,9 m mínimo 118 m mediana 200 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São José da Barra por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 11% 50-100 m 3 · 33% 100-150 m 3 · 33% 150-200 m 2 · 22%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São José da Barra 1 1980 5 2000 1 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São José da Barra. Valores em poços. Abastecimento doméstico 4 · 31% Pecuária 4 · 31% Outros (lazer,etc.) 2 · 15% Abastecimento múltiplo 1 · 8% Doméstico/irrigação/animal 1 · 8% Irrigação 1 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Araxá — 2 poços

O território e o subsolo de São José da Barra

São José da Barra tem 7.793 habitantes distribuídos em 308,3 km², o que dá 25,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Passos, na região intermediária de Varginha.

No Censo 2022, 442 dos 2.759 domicílios de São José da Barra — 16% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 337 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 431 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São José da Barra

Com base em 65 poços cadastrados num raio de 30 km de São José da Barra - MG, 80% deles foram concluídos entre 55 m e 178 m, com profundidade mediana de 101 m. A vazão mediana calculada é de 5,3 m³/h (metade dos poços entre 3,2 m³/h e 11,8 m³/h), sobre 34 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (88% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São José da Barra se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 65 poços no raio, contra 13 poços dentro do município.

101 mprofundidade mediana
5,3 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
2,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 34 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São José da Barra: 31/100

31 de 100

Confiança: amostra alta65 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 33peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 17peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 35peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 41peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 31peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São José da Barra costumam descer

  • até 50 m 7%4
  • 50 a 100 m 43%23
  • 100 a 150 m 31%17
  • acima de 150 m 19%10

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Araxá 4,5 m³/h 105 m 1010 com teste
Grupo Canastra 11,5 m³/h 123 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m7 poços Grupo Araxá 4 · Complexo Campos Gerais 2 · Grupo Bambuí 1
  • 100 a 150 m7 poços Grupo Araxá 4 · Grupo Canastra 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São José da Barra?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São José da Barra.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.