Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Volta Grande - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Volta Grande, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo paraíba do sul
  • 5poços cadastrados
  • 131,2 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 5,1 mnível estático médio

Como são os poços em Volta Grande - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 5 poços em Volta Grande - MG. A profundidade média é de 131,2 m e a mediana, 100 m, medida em 5 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 5,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Paraíba do Sul. No Censo 2022, 80 dos 1.672 domicílios do município — 4,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
5
Profundidade média
131,2 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
5,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Paraíba do Sul
Ante a média do estado
34,4 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
4.443 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
80 (4,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 5 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 5 poços em Volta Grande, com profundidade média de 131,2 m (mediana de 100 m, variando de 86 m a 220 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Paraíba do Sul, presente em 75% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Volta Grande é 34,4 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Volta Grande

Poços cadastrados em Volta Grande - MG
Poços no cadastro nacional5 poços
Profundidade média131,2 m 5 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade86 m a 220 m
Nível estático médio5,1 m 4 poços com o dado
Nível dinâmico médio58,6 m 4 poços com o dado
Vazão específica média0,9 m³/h por metro 4 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Paraíba do Sul 75% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 2010 3 poços
Poços com teste de vazão5 de 5
Distribuição das profundidades em Volta Grande 86 m mínimo 100 m mediana 220 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Volta Grande por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 3 · 60% 100-150 m 1 · 20% acima de 200 m 1 · 20%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Volta Grande 2 1980 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Volta Grande. Valores em poços. Abastecimento industrial 1 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Paraíba do Sul — 3 poços
  • Complexo Juiz de Fora — 1 poço

O território e o subsolo de Volta Grande

Volta Grande tem 4.443 habitantes distribuídos em 205,6 km², o que dá 21,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Além Paraíba, na região intermediária de Juíz de Fora.

No Censo 2022, 80 dos 1.672 domicílios de Volta Grande — 4,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 74 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 112 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Volta Grande, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Volta Grande

Com base em 70 poços cadastrados num raio de 30 km de Volta Grande - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 153 m, com profundidade mediana de 102 m. A vazão mediana calculada é de 7,2 m³/h (metade dos poços entre 3,7 m³/h e 16,3 m³/h), sobre 33 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 3 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Volta Grande se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 70 poços no raio, contra 5 poços dentro do município.

102 mprofundidade mediana
7,2 m³/hvazão mediana calculada
3 mnível estático mediano
2,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 33 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Volta Grande: 42/100

42 de 100

Confiança: amostra alta70 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 49peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 19peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 40peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 24peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Volta Grande costumam descer

  • até 50 m 7%4
  • 50 a 100 m 40%23
  • 100 a 150 m 43%25
  • acima de 150 m 10%6

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Paraíba do Sul 18,0 m³/h 110 m 1811 com teste
Proterozoico Superior 6,0 m³/h 150 m 62 com teste
Complexo Juiz de Fora 3,7 m³/h 150 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m11 poços Complexo Paraíba do Sul 8 · Suíte Quirino 2 · Aluviões 1
  • 100 a 150 m16 poços Complexo Paraíba do Sul 9 · Proterozoico Superior 4 · Complexo Juiz de Fora 3
  • acima de 150 m3 poços Proterozoico Superior 2 · Complexo Paraíba do Sul 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Volta Grande?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Volta Grande.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.