Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Salinas - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Salinas, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • formação salinas
  • 151poços cadastrados
  • 84,6 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 11,3 mnível estático médio

Como são os poços em Salinas - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 151 poços em Salinas - MG. A profundidade média é de 84,6 m e a mediana, 80 m, medida em 111 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Salinas. No Censo 2022, 425 dos 14.892 domicílios do município — 2,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
151
Profundidade média
84,6 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
11,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Salinas
Ante a média do estado
12,2 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
40.178 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
425 (2,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 151 poços em Salinas, com profundidade média de 84,6 m (mediana de 80 m, variando de 23 m a 200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Salinas, presente em 38% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Salinas é 12,2 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Salinas

Poços cadastrados em Salinas - MG
Poços no cadastro nacional151 poços
Profundidade média84,6 m 111 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade23 m a 200 m
Nível estático médio11,3 m 54 poços com o dado
Nível dinâmico médio46,8 m 49 poços com o dado
Vazão específica média0,7 m³/h por metro 49 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 99% dos registros
Rocha predominanteFormação Salinas 38% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 15 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 45 poços
Poços com teste de vazão151 de 151
Distribuição das profundidades em Salinas 23 m mínimo 80 m mediana 200 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Salinas por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 17 · 15% 50-100 m 68 · 61% 100-150 m 21 · 19% 150-200 m 5 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Salinas 2 1950 5 1960 11 1970 29 1980 45 1990 18 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Salinas. Valores em poços. Abastecimento doméstico 15 · 52% Abastecimento múltiplo 4 · 14% Abastecimento doméstico/animal 4 · 14% Abastecimento doméstico/irrig. 3 · 10% Irrigação 2 · 7% Doméstico/irrigação/animal 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 107 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Salinas — 42 poços
  • Proterozoico Superior — 41 poços
  • Grupo Macaúbas — 25 poços
  • Supergrupo Espinhaço — 2 poços
  • Coberturas Detrítico-Lateríticas — 2 poços

O território e o subsolo de Salinas

Salinas tem 40.178 habitantes distribuídos em 1.862,1 km², o que dá 21,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Salinas, na região intermediária de Montes Claros.

No Censo 2022, 425 dos 14.892 domicílios de Salinas — 2,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 397 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.142 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Salinas, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Salinas

Com base em 254 poços cadastrados num raio de 30 km de Salinas - MG, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 148 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 5,1 m³/h (metade dos poços entre 2,1 m³/h e 9,2 m³/h), sobre 82 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (96% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Salinas se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 254 poços no raio, contra 151 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
5,1 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
9,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 82 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Salinas: 40/100

40 de 100

Confiança: amostra alta254 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 32peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 52peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 24peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 49peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Salinas costumam descer

  • até 50 m 11%22
  • 50 a 100 m 59%115
  • 100 a 150 m 25%48
  • acima de 150 m 5%10

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Salinas 4,6 m³/h 70 m 6523 com teste
Proterozoico Superior 6,8 m³/h 80 m 5428 com teste
Grupo Macaúbas 3,2 m³/h 98 m 5021 com teste
Formação Nova Aurora 8,5 m³/h 115 m 177 com teste
Coberturas Detrítico-Lateríticas sem teste 150 m 3
Formação Chapada Acauã 13,0 m³/h 70 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m22 poços Formação Salinas 14 · Proterozoico Superior 5 · Grupo Macaúbas 3
  • 50 a 100 m115 poços Formação Salinas 41 · Proterozoico Superior 39 · Grupo Macaúbas 27
  • 100 a 150 m48 poços Grupo Macaúbas 17 · Formação Nova Aurora 11 · Proterozoico Superior 9
  • acima de 150 m9 poços Grupo Macaúbas 3 · Formação Salinas 2 · Formação Nova Aurora 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Salinas?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Salinas.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.