Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Salto da Divisa - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Salto da Divisa, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • proterozoico superior
  • 7poços cadastrados
  • 74,3 mprofundidade média
  • 70 mprofundidade mediana

Como são os poços em Salto da Divisa - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 7 poços em Salto da Divisa - MG. A profundidade média é de 74,3 m e a mediana, 70 m, medida em 7 poços com profundidade informada. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Proterozoico Superior. No Censo 2022, 4 dos 2.106 domicílios do município — 0,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
7
Profundidade média
74,3 m
Profundidade mediana
70 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Proterozoico Superior
Ante a média do estado
22,5 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
6.110 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
4 (0,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 7 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 7 poços em Salto da Divisa, com profundidade média de 74,3 m (mediana de 70 m, variando de 45 m a 120 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Proterozoico Superior, presente em 57% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Salto da Divisa é 22,5 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Salto da Divisa

Poços cadastrados em Salto da Divisa - MG
Poços no cadastro nacional7 poços
Profundidade média74,3 m 7 poços com o dado
Profundidade mediana70 m
Faixa de profundidade45 m a 120 m
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteProterozoico Superior 57% dos registros
Década com mais perfuraçõesanos 1990 7 poços
Poços com teste de vazão7 de 7
Distribuição das profundidades em Salto da Divisa 45 m mínimo 70 m mediana 120 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 85 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Salto da Divisa por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 14% 50-100 m 5 · 71% 100-150 m 1 · 14%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 7 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Proterozoico Superior — 4 poços
  • Complexo Itapetinga — 3 poços

O território e o subsolo de Salto da Divisa

Salto da Divisa tem 6.110 habitantes distribuídos em 938,0 km², o que dá 6,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Almenara, na região intermediária de Teófilo Otoni.

No Censo 2022, 4 dos 2.106 domicílios de Salto da Divisa — 0,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 256 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Salto da Divisa, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Salto da Divisa

Com base em 20 poços cadastrados num raio de 30 km de Salto da Divisa - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 150 m, com profundidade mediana de 83 m. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Salto da Divisa se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 20 poços no raio, contra 7 poços dentro do município.

83 mprofundidade mediana
2,3 m³/hvazão mediana calculada
3 mnível estático mediano
0,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 3 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Salto da Divisa: 21/100

21 de 100

Confiança: amostra baixa20 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 12peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 5peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 35peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 62peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si sem dadopeso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Salto da Divisa costumam descer

  • até 50 m 6%1
  • 50 a 100 m 67%12
  • 100 a 150 m 22%4
  • acima de 150 m 6%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Proterozoico Superior 2,3 m³/h 80 m 91 com teste
Complexo Itapetinga sem teste 65 m 4

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Salto da Divisa?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Salto da Divisa.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.