Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Martins Soares - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Martins Soares, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo pocrane
  • 5poços cadastrados
  • 118,4 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 4,9 mnível estático médio

Como são os poços em Martins Soares - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 5 poços em Martins Soares - MG. A profundidade média é de 118,4 m e a mediana, 150 m, medida em 5 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 4,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Pocrane. No Censo 2022, 751 dos 2.997 domicílios do município — 25,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
5
Profundidade média
118,4 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
4,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Pocrane
Ante a média do estado
21,6 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
8.396 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
751 (25,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 5 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 5 poços em Martins Soares, com profundidade média de 118,4 m (mediana de 150 m, variando de 22,1 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Pocrane, presente em 75% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Martins Soares é 21,6 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Martins Soares

Poços cadastrados em Martins Soares - MG
Poços no cadastro nacional5 poços
Profundidade média118,4 m 5 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade22,1 m a 150 m
Nível estático médio4,9 m 3 poços com o dado
Nível dinâmico médio54,3 m 4 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 4 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Pocrane 75% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 2010 3 poços
Poços com teste de vazão5 de 5
Distribuição das profundidades em Martins Soares 22,1 m mínimo 150 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 120 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Martins Soares por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 20% 100-150 m 4 · 80%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Martins Soares 2 1990 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Martins Soares. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 1 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Pocrane — 3 poços
  • Complexo Juiz de Fora — 1 poço

O território e o subsolo de Martins Soares

Martins Soares tem 8.396 habitantes distribuídos em 113,3 km², o que dá 74,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Manhuaçu, na região intermediária de Juíz de Fora.

No Censo 2022, 751 dos 2.997 domicílios de Martins Soares — 25,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 608 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.364 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Martins Soares

Com base em 14 poços cadastrados num raio de 30 km de Martins Soares - MG, 80% deles foram concluídos entre 32 m e 150 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 5,6 m³/h (metade dos poços entre 1,3 m³/h e 7,4 m³/h), sobre 9 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 2 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Martins Soares se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 14 poços no raio, contra 5 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
5,6 m³/hvazão mediana calculada
2 mnível estático mediano
0,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 9 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Martins Soares: 38/100

38 de 100

Confiança: amostra baixa14 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 35peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 3peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 64peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 76peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Martins Soares costumam descer

  • até 50 m 15%2
  • 50 a 100 m 15%2
  • 100 a 150 m 69%9
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Martins Soares?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Martins Soares.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.