Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Patis - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Patis, Minas Gerais.

  • aquífero carstico
  • formação lagoa do jacare
  • 74poços cadastrados
  • 94,5 mprofundidade média
  • 88 mprofundidade mediana
  • 13,5 mnível estático médio

Como são os poços em Patis - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 74 poços em Patis - MG. A profundidade média é de 94,5 m e a mediana, 88 m, medida em 52 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,5 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Formação Lagoa do Jacare. No Censo 2022, 79 dos 1.672 domicílios do município — 4,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
74
Profundidade média
94,5 m
Profundidade mediana
88 m
Nível estático médio
13,5 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Formação Lagoa do Jacare
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
4.837 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
79 (4,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 74 poços em Patis, com profundidade média de 94,5 m (mediana de 88 m, variando de 36 m a 204 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Lagoa do Jacare, presente em 77% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Patis é praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Patis

Poços cadastrados em Patis - MG
Poços no cadastro nacional74 poços
Profundidade média94,5 m 52 poços com o dado
Profundidade mediana88 m
Faixa de profundidade36 m a 204 m
Nível estático médio13,5 m 28 poços com o dado
Nível dinâmico médio38,9 m 28 poços com o dado
Vazão específica média9,4 m³/h por metro 28 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 38% dos registros
Rocha predominanteFormação Lagoa do Jacare 77% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 20 poços
Poços com teste de vazão74 de 74
Distribuição das profundidades em Patis 36 m mínimo 88 m mediana 204 m máximo
Metade dos poços fica entre 72 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Patis por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 8% 50-100 m 29 · 56% 100-150 m 18 · 35% acima de 200 m 1 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Patis 1 1950 5 1970 13 1980 20 1990 10 2000 2 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Patis. Valores em poços. Abastecimento doméstico 9 · 33% Abastecimento múltiplo 7 · 26% Doméstico/irrigação/animal 3 · 11% Abastecimento doméstico/animal 3 · 11% Pecuária 3 · 11% Irrigação 2 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 18 poços
  • Fissural — 18 poços
  • Poroso — 11 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Lagoa do Jacare — 36 poços
  • Formacao Urucuia — 7 poços
  • Subgrupo Paraopeba — 4 poços

O território e o subsolo de Patis

Patis tem 4.837 habitantes distribuídos em 444,2 km², o que dá 10,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Montes Claros.

No Censo 2022, 79 dos 1.672 domicílios de Patis — 4,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 77 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 99 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Patis, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Patis

Com base em 507 poços cadastrados num raio de 30 km de Patis - MG, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 130 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 9,9 m³/h (metade dos poços entre 4,6 m³/h e 18,0 m³/h), sobre 144 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (52% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Patis se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 507 poços no raio, contra 74 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
9,9 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
17,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 144 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Patis: 71/100

71 de 100

Confiança: amostra alta507 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 73peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 72peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 77peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 53peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Patis costumam descer

  • até 50 m 11%37
  • 50 a 100 m 60%197
  • 100 a 150 m 27%90
  • acima de 150 m 2%6

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Lagoa do Jacare 12,5 m³/h 80 m 12360 com teste
Subgrupo Paraopeba 7,9 m³/h 82 m 5031 com teste
Formação Serra de Santa Helena 12,2 m³/h 110 m 3011 com teste
Formacao Urucuia 5,1 m³/h 100 m 2613 com teste
Cretáceo 4,6 m³/h 89 m 149 com teste
Grupo Bambuí 183,6 m³/h 107 m 61 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m23 poços Formação Lagoa do Jacare 15 · Subgrupo Paraopeba 4 · Formacao Urucuia 2
  • 50 a 100 m144 poços Formação Lagoa do Jacare 75 · Subgrupo Paraopeba 36 · Formacao Urucuia 12
  • 100 a 150 m80 poços Formação Lagoa do Jacare 33 · Formação Serra de Santa Helena 20 · Formacao Urucuia 10
  • acima de 150 m5 poços Formacao Urucuia 2 · Formação Serra de Santa Helena 1 · Subgrupo Paraopeba 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Patis?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Patis.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.