Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Corinto - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Corinto, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • subgrupo paraopeba
  • 64poços cadastrados
  • 94,6 mprofundidade média
  • 94 mprofundidade mediana
  • 16 mnível estático médio

Como são os poços em Corinto - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 64 poços em Corinto - MG. A profundidade média é de 94,6 m e a mediana, 94 m, medida em 58 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 16 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Paraopeba. No Censo 2022, 739 dos 8.668 domicílios do município — 8,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
64
Profundidade média
94,6 m
Profundidade mediana
94 m
Nível estático médio
16 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Subgrupo Paraopeba
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
23.532 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
739 (8,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 64 poços em Corinto, com profundidade média de 94,6 m (mediana de 94 m, variando de 22,8 m a 204 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Paraopeba, presente em 64% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Corinto é praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Corinto

Poços cadastrados em Corinto - MG
Poços no cadastro nacional64 poços
Profundidade média94,6 m 58 poços com o dado
Profundidade mediana94 m
Faixa de profundidade22,8 m a 204 m
Nível estático médio16 m 36 poços com o dado
Nível dinâmico médio37,1 m 32 poços com o dado
Vazão específica média3,1 m³/h por metro 32 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 94% dos registros
Rocha predominanteSubgrupo Paraopeba 64% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 26 poços
Poços com teste de vazão64 de 64
Distribuição das profundidades em Corinto 22,8 m mínimo 94 m mediana 204 m máximo
Metade dos poços fica entre 72 m e 112 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Corinto por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 9% 50-100 m 35 · 60% 100-150 m 16 · 28% 150-200 m 1 · 2% acima de 200 m 1 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Corinto 2 1950 2 1960 26 1970 5 1980 9 1990 6 2000 3 2010 3 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Corinto. Valores em poços. Abastecimento doméstico 5 · 31% Abastecimento doméstico/animal 5 · 31% Pecuária 4 · 25% Abastecimento industrial 1 · 6% Irrigação 1 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 44 poços
  • Carstico — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Subgrupo Paraopeba — 30 poços
  • Formação Serra de Santa Helena — 14 poços
  • Grupo Bambuí — 3 poços

O território e o subsolo de Corinto

Corinto tem 23.532 habitantes distribuídos em 2.525,4 km², o que dá 9,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Curvelo, na região intermediária de Belo Horizonte.

No Censo 2022, 739 dos 8.668 domicílios de Corinto — 8,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 691 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 776 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Corinto

Com base em 90 poços cadastrados num raio de 30 km de Corinto - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 145 m, com profundidade mediana de 89 m. A vazão mediana calculada é de 15,0 m³/h (metade dos poços entre 7,0 m³/h e 42,2 m³/h), sobre 48 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (96% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Corinto se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 90 poços no raio, contra 64 poços dentro do município.

89 mprofundidade mediana
15,0 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
3,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 48 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Corinto: 62/100

62 de 100

Confiança: amostra alta90 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 92peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 24peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 66peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 7peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Corinto costumam descer

  • até 50 m 7%6
  • 50 a 100 m 65%53
  • 100 a 150 m 26%21
  • acima de 150 m 2%2

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Subgrupo Paraopeba 13,0 m³/h 85 m 3918 com teste
Formação Serra de Santa Helena 34,5 m³/h 86 m 2217 com teste
Grupo Bambuí 30,4 m³/h 125 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m6 poços Subgrupo Paraopeba 5 · Formação Serra de Santa Helena 1
  • 50 a 100 m41 poços Subgrupo Paraopeba 26 · Formação Serra de Santa Helena 13 · Grupo Bambuí 2
  • 100 a 150 m18 poços Formação Serra de Santa Helena 8 · Subgrupo Paraopeba 7 · Formação Lagoa do Jacare 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Corinto?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Corinto.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.