Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Passa Vinte - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Passa Vinte, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo varginha-guaxupe
  • 5poços cadastrados
  • 149,6 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 1,6 mnível estático médio

Como são os poços em Passa Vinte - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 5 poços em Passa Vinte - MG. A profundidade média é de 149,6 m e a mediana, 150 m, medida em 5 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 1,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Varginha-Guaxupe. No Censo 2022, 2 dos 890 domicílios do município — 0,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
5
Profundidade média
149,6 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
1,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Varginha-Guaxupe
Ante a média do estado
52,8 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
2.233 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2 (0,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 5 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 5 poços em Passa Vinte, com profundidade média de 149,6 m (mediana de 150 m, variando de 148 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Varginha-Guaxupe, presente em 100% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Passa Vinte é 52,8 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Passa Vinte

Poços cadastrados em Passa Vinte - MG
Poços no cadastro nacional5 poços
Profundidade média149,6 m 5 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade148 m a 150 m
Nível estático médio1,6 m 1 poço com o dado
Nível dinâmico médio73,6 m 3 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 3 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Varginha-Guaxupe 100% dos registros
Década com mais perfuraçõesanos 2010 5 poços
Poços com teste de vazão5 de 5
Distribuição das profundidades em Passa Vinte 148 m mínimo 150 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 150 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Passa Vinte por faixa de profundidade. Valores em poços. 100-150 m 5 · 100%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Varginha-Guaxupe — 5 poços

O território e o subsolo de Passa Vinte

Passa Vinte tem 2.233 habitantes distribuídos em 246,6 km², o que dá 9,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Juiz de Fora, na região intermediária de Juíz de Fora.

No Censo 2022, 2 dos 890 domicílios de Passa Vinte — 0,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 321 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Passa Vinte, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Passa Vinte

Com base em 40 poços cadastrados num raio de 30 km de Passa Vinte - MG, 80% deles foram concluídos entre 95 m e 249 m, com profundidade mediana de 170 m. A vazão mediana calculada é de 18,9 m³/h (metade dos poços entre 9,8 m³/h e 30,0 m³/h), sobre 24 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 21 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Passa Vinte se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 40 poços no raio, contra 5 poços dentro do município.

170 mprofundidade mediana
18,9 m³/hvazão mediana calculada
21 mnível estático mediano
1,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 24 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Passa Vinte: 55/100

55 de 100

Confiança: amostra média40 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 96peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 10peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 29peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 3peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 78peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Passa Vinte costumam descer

  • até 50 m 0%0
  • 50 a 100 m 18%5
  • 100 a 150 m 32%9
  • acima de 150 m 50%14

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Passa Vinte?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Passa Vinte.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.