Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Moeda - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Moeda, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo bonfim
  • Atendemos esta cidade
  • 31poços cadastrados
  • 94,2 mprofundidade média
  • 86 mprofundidade mediana
  • 7,4 mnível estático médio

Como são os poços em Moeda - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 31 poços em Moeda - MG. A profundidade média é de 94,2 m e a mediana, 86 m, medida em 11 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 7,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Bonfim. No Censo 2022, 293 dos 1.857 domicílios do município — 15,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
31
Profundidade média
94,2 m
Profundidade mediana
86 m
Nível estático médio
7,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Bonfim
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
5.125 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
293 (15,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 31 poços em Moeda, com profundidade média de 94,2 m (mediana de 86 m, variando de 45 m a 152 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Bonfim, presente em 40% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Moeda é praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Moeda

Poços cadastrados em Moeda - MG
Poços no cadastro nacional31 poços
Profundidade média94,2 m 11 poços com o dado
Profundidade mediana86 m
Faixa de profundidade45 m a 152 m
Nível estático médio7,4 m 11 poços com o dado
Nível dinâmico médio60,9 m 11 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 11 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Bonfim 40% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 16 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 9 poços
Poços com teste de vazão31 de 31
Distribuição das profundidades em Moeda 45 m mínimo 86 m mediana 152 m máximo
Metade dos poços fica entre 62 m e 124 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Moeda por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 9% 50-100 m 5 · 45% 100-150 m 4 · 36% 150-200 m 1 · 9%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Moeda 2 1970 9 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Moeda. Valores em poços. Abastecimento doméstico 16 · 84% Pecuária 2 · 11% Abastecimento múltiplo 1 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Bonfim — 2 poços
  • Complexo Bacao — 1 poço
  • Supergrupo Minas — 1 poço
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Moeda

Moeda tem 5.125 habitantes distribuídos em 155,1 km², o que dá 33,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Belo Horizonte.

No Censo 2022, 293 dos 1.857 domicílios de Moeda — 15,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 272 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 727 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Moeda

Com base em 444 poços cadastrados num raio de 30 km de Moeda - MG, 80% deles foram concluídos entre 69 m e 176 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 7,4 m³/h (metade dos poços entre 3,5 m³/h e 17,7 m³/h), sobre 225 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Moeda se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 444 poços no raio, contra 31 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
7,4 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
15,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 225 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Moeda: 50/100

50 de 100

Confiança: amostra alta444 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 51peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 68peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 59peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 17peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Moeda costumam descer

  • até 50 m 4%11
  • 50 a 100 m 36%101
  • 100 a 150 m 46%127
  • acima de 150 m 14%40

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Bonfim 5,6 m³/h 91 m 3121 com teste
Formação Caue 41,8 m³/h 150 m 2624 com teste
Grupo Nova Lima 6,5 m³/h 99 m 2317 com teste
Formação Gandarela 10,5 m³/h 120 m 1410 com teste
Proterozoico Inferior 8,6 m³/h 82 m 126 com teste
Grupo Caraca 41,5 m³/h 120 m 118 com teste
Complexo Bacao 7,2 m³/h 90 m 76 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3,2 m³/h 100 m 65 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m7 poços Grupo Nova Lima 3 · Complexo Bonfim 2 · Formação Gandarela 1
  • 50 a 100 m62 poços Complexo Bonfim 19 · Grupo Nova Lima 12 · Proterozoico Inferior 8
  • 100 a 150 m66 poços Formação Caue 11 · Complexo Bonfim 9 · Grupo Nova Lima 8
  • acima de 150 m25 poços Formação Caue 12 · Complexo Belo Horizonte 3 · Formação Gandarela 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Precisa de um poço em Moeda?

Esta página é de dados públicos, mas Moeda está na nossa área de atendimento. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG que perfura, mantém e regulariza poços há mais de 30 anos, a cerca de 55 km daqui.

Ver serviços em Moeda

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.