Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Ribeirão das Neves - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ribeirão das Neves, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo belo horizonte
  • 88poços cadastrados
  • 94,1 mprofundidade média
  • 94,9 mprofundidade mediana
  • 10 mnível estático médio

Como são os poços em Ribeirão das Neves - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 88 poços em Ribeirão das Neves - MG. A profundidade média é de 94,1 m e a mediana, 94,9 m, medida em 76 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 10 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Belo Horizonte. No Censo 2022, 1.164 dos 113.092 domicílios do município — 1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
88
Profundidade média
94,1 m
Profundidade mediana
94,9 m
Nível estático médio
10 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Belo Horizonte
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
329.794 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.164 (1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 88 poços em Ribeirão das Neves, com profundidade média de 94,1 m (mediana de 94,9 m, variando de 20,4 m a 174 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Belo Horizonte, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Ribeirão das Neves é praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Ribeirão das Neves

Poços cadastrados em Ribeirão das Neves - MG
Poços no cadastro nacional88 poços
Profundidade média94,1 m 76 poços com o dado
Profundidade mediana94,9 m
Faixa de profundidade20,4 m a 174 m
Nível estático médio10 m 64 poços com o dado
Nível dinâmico médio47,6 m 66 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 64 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 81% dos registros
Rocha predominanteComplexo Belo Horizonte 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 27 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 46 poços
Poços com teste de vazão88 de 88
Distribuição das profundidades em Ribeirão das Neves 20,4 m mínimo 94,9 m mediana 174 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Ribeirão das Neves por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 9 · 12% 50-100 m 40 · 53% 100-150 m 18 · 24% 150-200 m 9 · 12%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Ribeirão das Neves 4 1970 3 1980 6 1990 12 2000 46 2010 5 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Ribeirão das Neves. Valores em poços. Abastecimento doméstico 27 · 41% Abastecimento industrial 22 · 33% Outros (lazer,etc.) 14 · 21% Pecuária 3 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 17 poços
  • Poroso — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Belo Horizonte — 23 poços

O território e o subsolo de Ribeirão das Neves

Ribeirão das Neves tem 329.794 habitantes distribuídos em 155,1 km², o que dá 2.126,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Belo Horizonte.

No Censo 2022, 1.164 dos 113.092 domicílios de Ribeirão das Neves — 1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 677 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.536 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Ribeirão das Neves, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Ribeirão das Neves

Com base em 1.437 poços cadastrados num raio de 30 km de Ribeirão das Neves - MG, 80% deles foram concluídos entre 55 m e 150 m, com profundidade mediana de 86 m. A vazão mediana calculada é de 7,8 m³/h (metade dos poços entre 3,3 m³/h e 17,1 m³/h), sobre 833 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (73% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Ribeirão das Neves se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.437 poços no raio, contra 88 poços dentro do município.

86 mprofundidade mediana
7,8 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
50,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 833 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Ribeirão das Neves: 62/100

62 de 100

Confiança: amostra alta1.437 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 54peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 97peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 60peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 23peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Ribeirão das Neves costumam descer

  • até 50 m 9%100
  • 50 a 100 m 58%677
  • 100 a 150 m 27%314
  • acima de 150 m 7%85

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Belo Horizonte 8,8 m³/h 82 m 417274 com teste
Formação Sete Lagoas 36,0 m³/h 80 m 8560 com teste
Subgrupo Paraopeba 25,0 m³/h 70 m 5340 com teste
Grupo Bambuí 10,6 m³/h 80 m 4917 com teste
Proterozoico Superior 57,1 m³/h 87 m 4230 com teste
Formação Serra de Santa Helena 72,0 m³/h 83 m 2721 com teste
Arqueano 9,4 m³/h 115 m 2621 com teste
Grupo Caraca 52,8 m³/h 204 m 168 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m80 poços Complexo Belo Horizonte 35 · Formação Sete Lagoas 11 · Subgrupo Paraopeba 10
  • 50 a 100 m472 poços Complexo Belo Horizonte 251 · Formação Sete Lagoas 54 · Subgrupo Paraopeba 41
  • 100 a 150 m191 poços Complexo Belo Horizonte 104 · Formação Sete Lagoas 16 · Arqueano 13
  • acima de 150 m60 poços Complexo Belo Horizonte 27 · Grupo Caraca 13 · Formação Caue 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Ribeirão das Neves?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ribeirão das Neves.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.