Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Betim - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Betim, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo belo horizonte
  • Atendemos esta cidade
  • 94poços cadastrados
  • 94,2 mprofundidade média
  • 95 mprofundidade mediana
  • 11,7 mnível estático médio

Como são os poços em Betim - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 94 poços em Betim - MG. A profundidade média é de 94,2 m e a mediana, 95 m, medida em 77 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Belo Horizonte. No Censo 2022, 1.365 dos 146.858 domicílios do município — 0,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
94
Profundidade média
94,2 m
Profundidade mediana
95 m
Nível estático médio
11,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Belo Horizonte
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
411.846 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.365 (0,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 94 poços em Betim, com profundidade média de 94,2 m (mediana de 95 m, variando de 37 m a 180 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Belo Horizonte, presente em 43% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Betim é praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Betim

Poços cadastrados em Betim - MG
Poços no cadastro nacional94 poços
Profundidade média94,2 m 77 poços com o dado
Profundidade mediana95 m
Faixa de profundidade37 m a 180 m
Nível estático médio11,7 m 71 poços com o dado
Nível dinâmico médio46,5 m 72 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 71 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Belo Horizonte 43% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 31 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 43 poços
Poços com teste de vazão94 de 94
Distribuição das profundidades em Betim 37 m mínimo 95 m mediana 180 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Betim por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 4% 50-100 m 49 · 64% 100-150 m 23 · 30% 150-200 m 2 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Betim 6 1970 6 1980 11 1990 7 2000 43 2010 4 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Betim. Valores em poços. Abastecimento doméstico 31 · 43% Abastecimento industrial 25 · 35% Outros (lazer,etc.) 14 · 19% Abastecimento urbano 1 · 1% Irrigação 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 23 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Belo Horizonte — 12 poços
  • Grupo Sabará — 7 poços
  • Supergrupo Minas — 3 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 3 poços
  • Formação Serra Geral — 2 poços
  • Complexo Guianense — 1 poço

O território e o subsolo de Betim

Betim tem 411.846 habitantes distribuídos em 344,1 km², o que dá 1.197,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Belo Horizonte.

No Censo 2022, 1.365 dos 146.858 domicílios de Betim — 0,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.058 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.826 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Betim, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Betim

Com base em 1.185 poços cadastrados num raio de 30 km de Betim - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 150 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 5,5 m³/h (metade dos poços entre 2,9 m³/h e 12,0 m³/h), sobre 683 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 9 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Betim se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.185 poços no raio, contra 94 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
5,5 m³/hvazão mediana calculada
9 mnível estático mediano
41,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 683 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Betim: 52/100

52 de 100

Confiança: amostra alta1.185 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 34peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 94peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 56peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 29peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Betim costumam descer

  • até 50 m 5%47
  • 50 a 100 m 51%468
  • 100 a 150 m 34%308
  • acima de 150 m 10%91

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Belo Horizonte 8,0 m³/h 84 m 310207 com teste
Grupo Nova Lima 9,3 m³/h 110 m 4531 com teste
Arqueano 9,0 m³/h 100 m 3125 com teste
Grupo Sabará 10,9 m³/h 80 m 2716 com teste
Formação Gandarela 12,0 m³/h 104 m 2521 com teste
Grupo Caraca 60,3 m³/h 166 m 2314 com teste
Formação Caue 16,1 m³/h 131 m 2215 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2,5 m³/h 102 m 2019 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m32 poços Complexo Belo Horizonte 24 · Grupo Nova Lima 2 · Complexo Bonfim 1
  • 50 a 100 m274 poços Complexo Belo Horizonte 178 · Grupo Sabará 22 · Grupo Nova Lima 17
  • 100 a 150 m169 poços Complexo Belo Horizonte 83 · Grupo Nova Lima 21 · Arqueano 14
  • acima de 150 m60 poços Complexo Belo Horizonte 25 · Grupo Caraca 14 · Formação Caue 7

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Precisa de um poço em Betim?

Esta página é de dados públicos, mas Betim está na nossa área de atendimento. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG que perfura, mantém e regulariza poços há mais de 30 anos, a cerca de 115 km daqui.

Ver serviços em Betim

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.