Minas Gerais · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Miravânia - MG: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Miravânia, Minas Gerais.
- aquífero carstico
- grupo bambuí
- 14poços cadastrados
- 122,5 mprofundidade média
- 150 mprofundidade mediana
- 4,4 mnível estático médio
Como são os poços em Miravânia - MG?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 14 poços em Miravânia - MG. A profundidade média é de 122,5 m e a mediana, 150 m, medida em 14 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 4,4 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Grupo Bambuí. No Censo 2022, 307 dos 1.354 domicílios do município — 22,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 14
- Profundidade média
- 122,5 m
- Profundidade mediana
- 150 m
- Nível estático médio
- 4,4 m
- Aquífero predominante
- Carstico
- Rocha predominante
- Grupo Bambuí
- Ante a média do estado
- 25,7 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
- População (Censo 2022)
- 3.985 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 307 (22,7%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 14 poços em Miravânia, com profundidade média de 122,5 m (mediana de 150 m, variando de 58 m a 200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bambuí, presente em 43% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Miravânia é 25,7 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).
Números do cadastro em Miravânia
| Poços no cadastro nacional | 14 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 122,5 m 14 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 150 m |
| Faixa de profundidade | 58 m a 200 m |
| Nível estático médio | 4,4 m 7 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 48,6 m 7 poços com o dado |
| Vazão específica média | 8 m³/h por metro 7 poços com teste |
| Aquífero predominante | Carstico 43% dos registros |
| Rocha predominante | Grupo Bambuí 43% dos registros |
| Década com mais perfurações | anos 2000 8 poços |
| Poços com teste de vazão | 14 de 14 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Carstico — 6 poços
- Fissural — 4 poços
- Poroso — 4 poços
Formações geológicas atravessadas
- Grupo Bambuí — 6 poços
- Formação Serra de Santa Helena — 4 poços
- Formacao Urucuia — 4 poços
O território e o subsolo de Miravânia
Miravânia tem 3.985 habitantes distribuídos em 602,1 km², o que dá 6,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Janaúba, na região intermediária de Montes Claros.
No Censo 2022, 307 dos 1.354 domicílios de Miravânia — 22,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 304 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 335 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.
Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.
Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.
O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Miravânia
Com base em 74 poços cadastrados num raio de 30 km de Miravânia - MG, 80% deles foram concluídos entre 59 m e 150 m, com profundidade mediana de 98 m. A vazão mediana calculada é de 14,5 m³/h (metade dos poços entre 3,0 m³/h e 21,0 m³/h), sobre 39 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (49% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Miravânia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 74 poços no raio, contra 14 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 39 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Miravânia: 67/100
Confiança: amostra alta74 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 91peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 20peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 73peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 51peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 64peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Miravânia costumam descer
- até 50 m 6%4
- 50 a 100 m 48%32
- 100 a 150 m 41%27
- acima de 150 m 5%3
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Grupo Bambuí | 6,9 m³/h | 150 m | 169 com teste |
| Cretáceo | 2,8 m³/h | 93 m | 145 com teste |
| Subgrupo Paraopeba | 14,4 m³/h | 72 m | 119 com teste |
| Formacao Urucuia | 37,3 m³/h | 150 m | 94 com teste |
| Formação Serra de Santa Helena | 22,0 m³/h | 77 m | 65 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m4 poços Subgrupo Paraopeba 2 · Cretáceo 1 · Grupo Bambuí 1
- 50 a 100 m25 poços Cretáceo 9 · Subgrupo Paraopeba 6 · Formação Serra de Santa Helena 5
- 100 a 150 m25 poços Grupo Bambuí 9 · Formacao Urucuia 8 · Cretáceo 4
- acima de 150 m3 poços Grupo Bambuí 2 · Formacao Urucuia 1
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Miravânia?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Miravânia.
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.