Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Matipó - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Matipó, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo paraíba do sul
  • 10poços cadastrados
  • 98,2 mprofundidade média
  • 96 mprofundidade mediana
  • 3,2 mnível estático médio

Como são os poços em Matipó - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 10 poços em Matipó - MG. A profundidade média é de 98,2 m e a mediana, 96 m, medida em 10 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 3,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Paraíba do Sul. No Censo 2022, 923 dos 6.209 domicílios do município — 14,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
10
Profundidade média
98,2 m
Profundidade mediana
96 m
Nível estático médio
3,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Paraíba do Sul
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
18.552 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
923 (14,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 10 poços em Matipó, com profundidade média de 98,2 m (mediana de 96 m, variando de 52 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Paraíba do Sul, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Matipó é praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Matipó

Poços cadastrados em Matipó - MG
Poços no cadastro nacional10 poços
Profundidade média98,2 m 10 poços com o dado
Profundidade mediana96 m
Faixa de profundidade52 m a 150 m
Nível estático médio3,2 m 8 poços com o dado
Nível dinâmico médio60,5 m 8 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 7 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Paraíba do Sul 50% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 1990 4 poços
Poços com teste de vazão10 de 10
Distribuição das profundidades em Matipó 52 m mínimo 96 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 84 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Matipó por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 6 · 60% 100-150 m 4 · 40%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Matipó 1 1980 4 1990 3 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Matipó. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 1 · 50% Abastecimento múltiplo 1 · 50%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 8 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Paraíba do Sul — 4 poços
  • Complexo Juiz de Fora — 3 poços
  • Proterozoico Superior — 1 poço

O território e o subsolo de Matipó

Matipó tem 18.552 habitantes distribuídos em 267,0 km², o que dá 69,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Manhuaçu, na região intermediária de Juíz de Fora.

No Censo 2022, 923 dos 6.209 domicílios de Matipó — 14,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 907 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 477 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Matipó

Com base em 75 poços cadastrados num raio de 30 km de Matipó - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 142 m, com profundidade mediana de 99 m. A vazão mediana calculada é de 9,0 m³/h (metade dos poços entre 5,5 m³/h e 14,9 m³/h), sobre 48 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 2 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Matipó se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 75 poços no raio, contra 10 poços dentro do município.

99 mprofundidade mediana
9,0 m³/hvazão mediana calculada
2 mnível estático mediano
2,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 48 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Matipó: 54/100

54 de 100

Confiança: amostra alta75 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 66peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 21peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 53peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 80peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Matipó costumam descer

  • até 50 m 4%3
  • 50 a 100 m 57%38
  • 100 a 150 m 34%23
  • acima de 150 m 4%3

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Juiz de Fora 9,0 m³/h 84 m 3427 com teste
Corpo Rochas Metabásicas 7,8 m³/h 100 m 75 com teste
Proterozoico Inferior 14,8 m³/h 120 m 73 com teste
Proterozoico Superior 13,3 m³/h 100 m 53 com teste
Complexo Paraíba do Sul 8,0 m³/h 108 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m34 poços Complexo Juiz de Fora 22 · Corpo Rochas Metabásicas 5 · Proterozoico Superior 3
  • 100 a 150 m22 poços Complexo Juiz de Fora 8 · Proterozoico Inferior 6 · Corpo Rochas Metabásicas 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Matipó?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Matipó.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.