Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Matozinhos - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Matozinhos, Minas Gerais.

  • aquífero carstico
  • formação sete lagoas
  • 66poços cadastrados
  • 86 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 16,6 mnível estático médio

Como são os poços em Matozinhos - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 66 poços em Matozinhos - MG. A profundidade média é de 86 m e a mediana, 80 m, medida em 59 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 16,6 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Formação Sete Lagoas. No Censo 2022, 319 dos 13.310 domicílios do município — 2,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
66
Profundidade média
86 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
16,6 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Formação Sete Lagoas
Ante a média do estado
10,8 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
37.618 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
319 (2,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 66 poços em Matozinhos, com profundidade média de 86 m (mediana de 80 m, variando de 20 m a 180 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Sete Lagoas, presente em 40% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Matozinhos é 10,8 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Matozinhos

Poços cadastrados em Matozinhos - MG
Poços no cadastro nacional66 poços
Profundidade média86 m 59 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade20 m a 180 m
Nível estático médio16,6 m 43 poços com o dado
Nível dinâmico médio37,2 m 38 poços com o dado
Vazão específica média27,8 m³/h por metro 38 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 81% dos registros
Rocha predominanteFormação Sete Lagoas 40% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 11 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 28 poços
Poços com teste de vazão66 de 66
Distribuição das profundidades em Matozinhos 20 m mínimo 80 m mediana 180 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 101 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Matozinhos por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 6 · 10% 50-100 m 38 · 64% 100-150 m 14 · 24% 150-200 m 1 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Matozinhos 1 1940 3 1960 13 1970 28 1980 12 1990 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Matozinhos. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 11 · 37% Abastecimento industrial 7 · 23% Pecuária 6 · 20% Abastecimento doméstico 4 · 13% Abastecimento múltiplo 1 · 3% Abastecimento urbano 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 46 poços
  • Fissural — 11 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Sete Lagoas — 23 poços
  • Proterozoico Superior — 13 poços
  • Subgrupo Paraopeba — 9 poços
  • Grupo Bambuí — 7 poços
  • Complexo Belo Horizonte — 3 poços
  • Formação Serra de Santa Helena — 2 poços

O território e o subsolo de Matozinhos

Matozinhos tem 37.618 habitantes distribuídos em 252,5 km², o que dá 149,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Sete Lagoas, na região intermediária de Belo Horizonte.

No Censo 2022, 319 dos 13.310 domicílios de Matozinhos — 2,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 203 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 226 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Matozinhos, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Matozinhos

Com base em 837 poços cadastrados num raio de 30 km de Matozinhos - MG, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 140 m, com profundidade mediana de 83 m. A vazão mediana calculada é de 15,6 m³/h (metade dos poços entre 7,5 m³/h e 41,9 m³/h), sobre 494 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (56% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Matozinhos se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 837 poços no raio, contra 66 poços dentro do município.

83 mprofundidade mediana
15,6 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
29,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 494 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Matozinhos: 76/100

76 de 100

Confiança: amostra alta837 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 93peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 86peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 71peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 62peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 9peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Matozinhos costumam descer

  • até 50 m 10%79
  • 50 a 100 m 60%458
  • 100 a 150 m 25%189
  • acima de 150 m 5%36

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Sete Lagoas 31,2 m³/h 82 m 204141 com teste
Complexo Belo Horizonte 12,5 m³/h 89 m 14899 com teste
Subgrupo Paraopeba 24,0 m³/h 80 m 10464 com teste
Grupo Bambuí 12,0 m³/h 81 m 9033 com teste
Formação Serra de Santa Helena 12,8 m³/h 88 m 4533 com teste
Proterozoico Superior 56,6 m³/h 87 m 4331 com teste
Aluviões 21,8 m³/h 60 m 117 com teste
Terciário-Quaternário 16,5 m³/h 70 m 53 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m69 poços Formação Sete Lagoas 19 · Subgrupo Paraopeba 15 · Complexo Belo Horizonte 10
  • 50 a 100 m399 poços Formação Sete Lagoas 123 · Complexo Belo Horizonte 85 · Subgrupo Paraopeba 63
  • 100 a 150 m156 poços Formação Sete Lagoas 48 · Complexo Belo Horizonte 40 · Subgrupo Paraopeba 23
  • acima de 150 m35 poços Formação Sete Lagoas 14 · Complexo Belo Horizonte 13 · Formação Serra de Santa Helena 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Matozinhos?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Matozinhos.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.