Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Berilo - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Berilo, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • grupo macaúbas
  • 84poços cadastrados
  • 98,5 mprofundidade média
  • 85 mprofundidade mediana
  • 9,7 mnível estático médio

Como são os poços em Berilo - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 84 poços em Berilo - MG. A profundidade média é de 98,5 m e a mediana, 85 m, medida em 74 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 9,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Macaúbas. No Censo 2022, 405 dos 3.569 domicílios do município — 11,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
84
Profundidade média
98,5 m
Profundidade mediana
85 m
Nível estático médio
9,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Macaúbas
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
9.826 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
405 (11,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 84 poços em Berilo, com profundidade média de 98,5 m (mediana de 85 m, variando de 46 m a 234 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Macaúbas, presente em 82% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Berilo é praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Berilo

Poços cadastrados em Berilo - MG
Poços no cadastro nacional84 poços
Profundidade média98,5 m 74 poços com o dado
Profundidade mediana85 m
Faixa de profundidade46 m a 234 m
Nível estático médio9,7 m 43 poços com o dado
Nível dinâmico médio54 m 44 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 44 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 99% dos registros
Rocha predominanteGrupo Macaúbas 82% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 21 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 28 poços
Poços com teste de vazão84 de 84
Distribuição das profundidades em Berilo 46 m mínimo 85 m mediana 234 m máximo
Metade dos poços fica entre 66 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Berilo por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 5% 50-100 m 44 · 59% 100-150 m 21 · 28% 150-200 m 3 · 4% acima de 200 m 2 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Berilo 1 1970 14 1980 28 1990 24 2000 7 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Berilo. Valores em poços. Abastecimento doméstico 21 · 84% Abastecimento doméstico/animal 2 · 8% Abastecimento múltiplo 1 · 4% Irrigação 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 71 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Macaúbas — 60 poços
  • Formação Salinas — 7 poços
  • Proterozoico Superior — 4 poços
  • Coberturas Detrítico-Lateríticas — 2 poços

O território e o subsolo de Berilo

Berilo tem 9.826 habitantes distribuídos em 587,1 km², o que dá 16,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Araçuaí, na região intermediária de Teófilo Otoni.

No Censo 2022, 405 dos 3.569 domicílios de Berilo — 11,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 383 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 897 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Berilo

Com base em 312 poços cadastrados num raio de 30 km de Berilo - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 150 m, com profundidade mediana de 83 m. A vazão mediana calculada é de 5,9 m³/h (metade dos poços entre 2,9 m³/h e 10,4 m³/h), sobre 169 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Berilo se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 312 poços no raio, contra 84 poços dentro do município.

83 mprofundidade mediana
5,9 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
11,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 169 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Berilo: 43/100

43 de 100

Confiança: amostra alta312 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 37peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 57peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 21peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 62peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 61peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Berilo costumam descer

  • até 50 m 5%14
  • 50 a 100 m 62%162
  • 100 a 150 m 28%73
  • acima de 150 m 5%12

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Macaúbas 6,5 m³/h 81 m 192123 com teste
Formação Salinas 4,8 m³/h 120 m 2518 com teste
Proterozoico Superior 5,1 m³/h 101 m 2213 com teste
Formação Chapada Acauã 4,9 m³/h 83 m 43 com teste
Supergrupo Espinhaço 5,4 m³/h 71 m 43 com teste
Coberturas Detrítico-Lateríticas sem teste 150 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m13 poços Grupo Macaúbas 12 · Proterozoico Inferior 1
  • 50 a 100 m158 poços Grupo Macaúbas 131 · Proterozoico Superior 11 · Formação Salinas 9
  • 100 a 150 m72 poços Grupo Macaúbas 42 · Formação Salinas 13 · Proterozoico Superior 10
  • acima de 150 m12 poços Grupo Macaúbas 7 · Formação Salinas 3 · Coberturas Detrítico-Lateríticas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Berilo?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Berilo.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.