Minas Gerais · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Unaí - MG: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Unaí, Minas Gerais.
- aquífero fissural
- subgrupo paraopeba
- 495poços cadastrados
- 97,9 mprofundidade média
- 96 mprofundidade mediana
- 17,3 mnível estático médio
Como são os poços em Unaí - MG?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 495 poços em Unaí - MG. A profundidade média é de 97,9 m e a mediana, 96 m, medida em 346 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 17,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Paraopeba. No Censo 2022, 3.777 dos 31.515 domicílios do município — 12% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 495
- Profundidade média
- 97,9 m
- Profundidade mediana
- 96 m
- Nível estático médio
- 17,3 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Subgrupo Paraopeba
- Ante a média do estado
- praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m)
- População (Censo 2022)
- 86.619 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 3.777 (12%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 495 poços em Unaí, com profundidade média de 97,9 m (mediana de 96 m, variando de 26 m a 260 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Paraopeba, presente em 82% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Unaí é praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m).
Números do cadastro em Unaí
| Poços no cadastro nacional | 495 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 97,9 m 346 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 96 m |
| Faixa de profundidade | 26 m a 260 m |
| Nível estático médio | 17,3 m 167 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 42,8 m 127 poços com o dado |
| Vazão específica média | 1,3 m³/h por metro 123 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 94% dos registros |
| Rocha predominante | Subgrupo Paraopeba 82% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento doméstico/animal 123 poços |
| Década com mais perfurações | anos 1990 173 poços |
| Poços com teste de vazão | 495 de 495 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 288 poços
- Carstico — 13 poços
- Poroso — 6 poços
Formações geológicas atravessadas
- Subgrupo Paraopeba — 251 poços
- Grupo Vazante — 31 poços
- Formação Paracatu — 8 poços
- Formação Três Marias — 7 poços
- Grupo Bambuí — 5 poços
- Coluvião — 3 poços
O território e o subsolo de Unaí
Unaí tem 86.619 habitantes distribuídos em 8.445,4 km², o que dá 10,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Unaí, na região intermediária de Patos de Minas.
No Censo 2022, 3.777 dos 31.515 domicílios de Unaí — 12% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 3.353 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 4.327 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.
Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Unaí
Com base em 330 poços cadastrados num raio de 30 km de Unaí - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 133 m, com profundidade mediana de 95 m. A vazão mediana calculada é de 10,2 m³/h (metade dos poços entre 7,1 m³/h e 17,6 m³/h), sobre 69 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 14 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (96% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Unaí se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 330 poços no raio, contra 495 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 69 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Unaí: 67/100
Confiança: amostra alta330 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 77peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 59peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 54peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 53peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 81peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Unaí costumam descer
- até 50 m 8%18
- 50 a 100 m 57%124
- 100 a 150 m 30%65
- acima de 150 m 5%11
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Subgrupo Paraopeba | 10,0 m³/h | 95 m | 17451 com teste |
| Grupo Vazante | 13,6 m³/h | 94 m | 136 com teste |
| Coluvião | sem teste | 96 m | 3 |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m12 poços Subgrupo Paraopeba 11 · Grupo Bambuí 1
- 50 a 100 m112 poços Subgrupo Paraopeba 99 · Grupo Vazante 8 · Coluvião 3
- 100 a 150 m60 poços Subgrupo Paraopeba 55 · Grupo Vazante 5
- acima de 150 m9 poços Subgrupo Paraopeba 9
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Unaí?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Unaí.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Unaí
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.