Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Astolfo Dutra - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Astolfo Dutra, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo juiz de fora
  • 13poços cadastrados
  • 111,3 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 5,9 mnível estático médio

Como são os poços em Astolfo Dutra - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 13 poços em Astolfo Dutra - MG. A profundidade média é de 111,3 m e a mediana, 100 m, medida em 13 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 5,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Juiz de Fora. No Censo 2022, 154 dos 5.177 domicílios do município — 3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
13
Profundidade média
111,3 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
5,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Juiz de Fora
Ante a média do estado
14,5 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
14.138 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
154 (3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 13 poços em Astolfo Dutra, com profundidade média de 111,3 m (mediana de 100 m, variando de 74 m a 151,5 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Juiz de Fora, presente em 78% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Astolfo Dutra é 14,5 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Astolfo Dutra

Poços cadastrados em Astolfo Dutra - MG
Poços no cadastro nacional13 poços
Profundidade média111,3 m 13 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade74 m a 151,5 m
Nível estático médio5,9 m 8 poços com o dado
Nível dinâmico médio49,8 m 8 poços com o dado
Vazão específica média0,7 m³/h por metro 7 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Juiz de Fora 78% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 9 poços
Poços com teste de vazão13 de 13
Distribuição das profundidades em Astolfo Dutra 74 m mínimo 100 m mediana 151,5 m máximo
Metade dos poços fica entre 80,3 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Astolfo Dutra por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 7 · 54% 100-150 m 5 · 38% 150-200 m 1 · 8%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Astolfo Dutra 2 1970 1 1980 1 1990 9 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Astolfo Dutra. Valores em poços. Abastecimento industrial 3 · 75% Abastecimento doméstico 1 · 25%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 8 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Juiz de Fora — 7 poços
  • Proterozoico Inferior — 1 poço
  • Proterozoico Superior — 1 poço

O território e o subsolo de Astolfo Dutra

Astolfo Dutra tem 14.138 habitantes distribuídos em 158,9 km², o que dá 89,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cataguases, na região intermediária de Juíz de Fora.

No Censo 2022, 154 dos 5.177 domicílios de Astolfo Dutra — 3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 119 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 356 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Astolfo Dutra, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Astolfo Dutra

Com base em 123 poços cadastrados num raio de 30 km de Astolfo Dutra - MG, 80% deles foram concluídos entre 72 m e 150 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 14,3 m³/h (metade dos poços entre 6,7 m³/h e 21,5 m³/h), sobre 67 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (97% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Astolfo Dutra se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 123 poços no raio, contra 13 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
14,3 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
4,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 67 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Astolfo Dutra: 63/100

63 de 100

Confiança: amostra alta123 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 91peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 32peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 47peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 80peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Astolfo Dutra costumam descer

  • até 50 m 6%6
  • 50 a 100 m 26%26
  • 100 a 150 m 58%59
  • acima de 150 m 10%10

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Proterozoico Inferior 13,1 m³/h 120 m 3924 com teste
Complexo Juiz de Fora 16,5 m³/h 150 m 2924 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m18 poços Proterozoico Inferior 11 · Complexo Juiz de Fora 7
  • 100 a 150 m48 poços Proterozoico Inferior 26 · Complexo Juiz de Fora 18 · Suíte Quirino 2
  • acima de 150 m7 poços Complexo Juiz de Fora 4 · Proterozoico Inferior 1 · Complexo Mantiqueira 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Astolfo Dutra?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Astolfo Dutra.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.