Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Lambari - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Lambari, Minas Gerais.

  • aquífero poroso
  • aluviões
  • 8poços cadastrados
  • 26,9 mprofundidade média
  • 6 mprofundidade mediana
  • 17,5 mnível estático médio

Como são os poços em Lambari - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 8 poços em Lambari - MG. A profundidade média é de 26,9 m e a mediana, 6 m, medida em 7 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 17,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Aluviões. No Censo 2022, 345 dos 7.577 domicílios do município — 4,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
8
Profundidade média
26,9 m
Profundidade mediana
6 m
Nível estático médio
17,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Aluviões
Ante a média do estado
69,9 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
20.414 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
345 (4,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 8 poços em Lambari, com profundidade média de 26,9 m (mediana de 6 m, variando de 6 m a 152 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Aluviões, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Lambari é 69,9 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Lambari

Poços cadastrados em Lambari - MG
Poços no cadastro nacional8 poços
Profundidade média26,9 m 7 poços com o dado
Profundidade mediana6 m
Faixa de profundidade6 m a 152 m
Nível estático médio17,5 m 1 poço com o dado
Nível dinâmico médio134,5 m 1 poço com o dado
Vazão específica média0 m³/h por metro 1 poço com teste
Aquífero predominantePoroso 86% dos registros
Rocha predominanteAluviões 100% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 7 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1900 6 poços
Poços com teste de vazão8 de 8
Distribuição das profundidades em Lambari 6 m mínimo 6 m mediana 152 m máximo
Metade dos poços fica entre 6 m e 6 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Lambari por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 6 · 86% 150-200 m 1 · 14%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Lambari 6 1900 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Lambari. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 7 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 6 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Aluviões — 6 poços

O território e o subsolo de Lambari

Lambari tem 20.414 habitantes distribuídos em 213,1 km², o que dá 95,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Lourenço, na região intermediária de Pouso Alegre.

No Censo 2022, 345 dos 7.577 domicílios de Lambari — 4,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 259 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.309 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Lambari, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Lambari

Com base em 57 poços cadastrados num raio de 30 km de Lambari - MG, 80% deles foram concluídos entre 6 m e 150 m, com profundidade mediana de 82 m. A vazão mediana calculada é de 7,7 m³/h (metade dos poços entre 4,4 m³/h e 12,5 m³/h), sobre 24 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 3 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (65% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Lambari se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 57 poços no raio, contra 8 poços dentro do município.

82 mprofundidade mediana
7,7 m³/hvazão mediana calculada
3 mnível estático mediano
2,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 24 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Lambari: 47/100

47 de 100

Confiança: amostra média57 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 54peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 15peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 43peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 63peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 79peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Lambari costumam descer

  • até 50 m 29%15
  • 50 a 100 m 33%17
  • 100 a 150 m 29%15
  • acima de 150 m 8%4

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Aluviões sem teste 6 m 14
Grupo Andrelândia 11,2 m³/h 135 m 64 com teste
Complexo São Gonçalo do Sapucaí 3,3 m³/h 90 m 55 com teste
Complexo Andrelândia 9,5 m³/h 60 m 51 com teste
Gnaisses Heliodora 8,0 m³/h 81 m 44 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 4,0 m³/h 150 m 41 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m15 poços Aluviões 14 · Complexo Andrelândia 1
  • 50 a 100 m12 poços Gnaisses Heliodora 4 · Complexo Andrelândia 4 · Complexo São Gonçalo do Sapucaí 3
  • 100 a 150 m11 poços Grupo Andrelândia 5 · Complexo Varginha-Guaxupe 4 · Complexo São Gonçalo do Sapucaí 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Lambari?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Lambari.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.