Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Ipatinga - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ipatinga, Minas Gerais.

  • aquífero poroso
  • aluviões
  • 54poços cadastrados
  • 49,2 mprofundidade média
  • 40 mprofundidade mediana
  • 7 mnível estático médio

Como são os poços em Ipatinga - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 54 poços em Ipatinga - MG. A profundidade média é de 49,2 m e a mediana, 40 m, medida em 50 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 7 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Aluviões. No Censo 2022, 7.651 dos 85.709 domicílios do município — 8,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
54
Profundidade média
49,2 m
Profundidade mediana
40 m
Nível estático médio
7 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Aluviões
Ante a média do estado
47,6 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
227.731 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
7.651 (8,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 54 poços em Ipatinga, com profundidade média de 49,2 m (mediana de 40 m, variando de 13 m a 210 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Aluviões, presente em 87% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Ipatinga é 47,6 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Ipatinga

Poços cadastrados em Ipatinga - MG
Poços no cadastro nacional54 poços
Profundidade média49,2 m 50 poços com o dado
Profundidade mediana40 m
Faixa de profundidade13 m a 210 m
Nível estático médio7 m 40 poços com o dado
Nível dinâmico médio13 m 41 poços com o dado
Vazão específica média67,6 m³/h por metro 41 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 89% dos registros
Rocha predominanteAluviões 87% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 16 poços
Poços com teste de vazão54 de 54
Distribuição das profundidades em Ipatinga 13 m mínimo 40 m mediana 210 m máximo
Metade dos poços fica entre 34 m e 44 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Ipatinga por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 42 · 84% 50-100 m 4 · 8% 100-150 m 3 · 6% acima de 200 m 1 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Ipatinga 13 1970 14 1980 16 1990 2 2000 5 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Ipatinga. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 4 · 50% Abastecimento doméstico 3 · 38% Abastecimento industrial 1 · 13%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 40 poços
  • Fissural — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Aluviões — 40 poços
  • Proterozoico Inferior — 3 poços
  • Formação São Tomé — 1 poço
  • Coberturas Detrítico-Lateríticas — 1 poço
  • Complexo Mantiqueira — 1 poço

O território e o subsolo de Ipatinga

Ipatinga tem 227.731 habitantes distribuídos em 164,9 km², o que dá 1.381,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ipatinga.

No Censo 2022, 7.651 dos 85.709 domicílios de Ipatinga — 8,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 5.958 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.879 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Ipatinga

Com base em 217 poços cadastrados num raio de 30 km de Ipatinga - MG, 80% deles foram concluídos entre 32 m e 145 m, com profundidade mediana de 53 m. A vazão mediana calculada é de 112,5 m³/h (metade dos poços entre 15,8 m³/h e 211,4 m³/h), sobre 143 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (51% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Ipatinga se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 217 poços no raio, contra 54 poços dentro do município.

53 mprofundidade mediana
112,5 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
7,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 143 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Ipatinga: 71/100

71 de 100

Confiança: amostra alta217 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 100peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 47peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 54peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 83peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 25peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Ipatinga costumam descer

  • até 50 m 49%95
  • 50 a 100 m 23%45
  • 100 a 150 m 24%46
  • acima de 150 m 4%8

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Aluviões 209,0 m³/h 40 m 7165 com teste
Complexo Mantiqueira 112,5 m³/h 45 m 3221 com teste
Proterozoico Inferior 12,7 m³/h 117 m 1914 com teste
Formação São Tomé 20,2 m³/h 85 m 1614 com teste
Complexo Juiz de Fora 16,7 m³/h 144 m 168 com teste
Proterozoico Superior 6,8 m³/h 102 m 76 com teste
Grupo Dom Silvério 16,5 m³/h 156 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m84 poços Aluviões 58 · Complexo Mantiqueira 18 · Formação São Tomé 6
  • 50 a 100 m35 poços Aluviões 13 · Proterozoico Inferior 6 · Complexo Mantiqueira 5
  • 100 a 150 m44 poços Proterozoico Inferior 13 · Complexo Juiz de Fora 12 · Complexo Mantiqueira 9
  • acima de 150 m6 poços Grupo Dom Silvério 3 · Coberturas Detrítico-Lateríticas 1 · Formação São Tomé 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Ipatinga?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ipatinga.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.