Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Lagoa Santa - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Lagoa Santa, Minas Gerais.

  • aquífero carstico
  • formação sete lagoas
  • 92poços cadastrados
  • 96,6 mprofundidade média
  • 83,5 mprofundidade mediana
  • 14,2 mnível estático médio

Como são os poços em Lagoa Santa - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 92 poços em Lagoa Santa - MG. A profundidade média é de 96,6 m e a mediana, 83,5 m, medida em 90 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,2 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Formação Sete Lagoas. No Censo 2022, 828 dos 27.431 domicílios do município — 3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
92
Profundidade média
96,6 m
Profundidade mediana
83,5 m
Nível estático médio
14,2 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Formação Sete Lagoas
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
75.145 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
828 (3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 92 poços em Lagoa Santa, com profundidade média de 96,6 m (mediana de 83,5 m, variando de 33 m a 396 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Sete Lagoas, presente em 32% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Lagoa Santa é praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Lagoa Santa

Poços cadastrados em Lagoa Santa - MG
Poços no cadastro nacional92 poços
Profundidade média96,6 m 90 poços com o dado
Profundidade mediana83,5 m
Faixa de profundidade33 m a 396 m
Nível estático médio14,2 m 66 poços com o dado
Nível dinâmico médio34,4 m 64 poços com o dado
Vazão específica média17,3 m³/h por metro 63 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 68% dos registros
Rocha predominanteFormação Sete Lagoas 32% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 14 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 38 poços
Poços com teste de vazão92 de 92
Distribuição das profundidades em Lagoa Santa 33 m mínimo 83,5 m mediana 396 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 117 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Lagoa Santa por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 9 · 10% 50-100 m 53 · 59% 100-150 m 19 · 21% 150-200 m 7 · 8% acima de 200 m 2 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Lagoa Santa 4 1960 15 1970 38 1980 18 1990 8 2000 7 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Lagoa Santa. Valores em poços. Abastecimento urbano 14 · 37% Abastecimento doméstico 11 · 29% Abastecimento doméstico/animal 6 · 16% Abastecimento industrial 3 · 8% Pecuária 2 · 5% Irrigação 2 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 56 poços
  • Fissural — 26 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Sete Lagoas — 27 poços
  • Subgrupo Paraopeba — 21 poços
  • Formação Serra de Santa Helena — 18 poços
  • Grupo Bambuí — 14 poços
  • Complexo Belo Horizonte — 3 poços
  • Eluvião — 2 poços

O território e o subsolo de Lagoa Santa

Lagoa Santa tem 75.145 habitantes distribuídos em 229,4 km², o que dá 327,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Belo Horizonte.

No Censo 2022, 828 dos 27.431 domicílios de Lagoa Santa — 3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 673 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 662 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Lagoa Santa, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Lagoa Santa

Com base em 850 poços cadastrados num raio de 30 km de Lagoa Santa - MG, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 141 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 10,8 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 29,6 m³/h), sobre 475 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (57% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Lagoa Santa se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 850 poços no raio, contra 92 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
10,8 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
30,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 475 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Lagoa Santa: 70/100

70 de 100

Confiança: amostra alta850 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 80peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 86peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 66peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 8peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Lagoa Santa costumam descer

  • até 50 m 12%86
  • 50 a 100 m 61%458
  • 100 a 150 m 22%166
  • acima de 150 m 5%35

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Belo Horizonte 10,1 m³/h 81 m 228132 com teste
Formação Sete Lagoas 30,6 m³/h 80 m 10370 com teste
Grupo Bambuí 13,0 m³/h 80 m 6222 com teste
Subgrupo Paraopeba 25,1 m³/h 74 m 6043 com teste
Proterozoico Superior 56,6 m³/h 87 m 4331 com teste
Formação Serra de Santa Helena 51,1 m³/h 95 m 3926 com teste
Grupo Itabira 12,0 m³/h 70 m 94 com teste
Aluviões 30,9 m³/h 47 m 74 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m69 poços Complexo Belo Horizonte 23 · Formação Sete Lagoas 13 · Subgrupo Paraopeba 10
  • 50 a 100 m353 poços Complexo Belo Horizonte 140 · Formação Sete Lagoas 63 · Subgrupo Paraopeba 44
  • 100 a 150 m117 poços Complexo Belo Horizonte 51 · Formação Sete Lagoas 20 · Grupo Bambuí 16
  • acima de 150 m29 poços Complexo Belo Horizonte 14 · Formação Sete Lagoas 7 · Formação Serra de Santa Helena 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Lagoa Santa?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Lagoa Santa.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.