Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Guarda-Mor - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Guarda-Mor, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • formação canastra indiviso
  • 61poços cadastrados
  • 51,3 mprofundidade média
  • 44 mprofundidade mediana
  • 6,8 mnível estático médio

Como são os poços em Guarda-Mor - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 61 poços em Guarda-Mor - MG. A profundidade média é de 51,3 m e a mediana, 44 m, medida em 56 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Canastra Indiviso. No Censo 2022, 535 dos 2.407 domicílios do município — 22,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
61
Profundidade média
51,3 m
Profundidade mediana
44 m
Nível estático médio
6,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Canastra Indiviso
Ante a média do estado
45,5 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
6.539 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
535 (22,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 61 poços em Guarda-Mor, com profundidade média de 51,3 m (mediana de 44 m, variando de 20 m a 140 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Canastra Indiviso, presente em 84% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Guarda-Mor é 45,5 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Guarda-Mor

Poços cadastrados em Guarda-Mor - MG
Poços no cadastro nacional61 poços
Profundidade média51,3 m 56 poços com o dado
Profundidade mediana44 m
Faixa de profundidade20 m a 140 m
Nível estático médio6,8 m 54 poços com o dado
Nível dinâmico médio25,7 m 54 poços com o dado
Vazão específica média2,6 m³/h por metro 52 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 89% dos registros
Rocha predominanteFormação Canastra Indiviso 84% dos registros
Uso mais comumIrrigação 12 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 34 poços
Poços com teste de vazão61 de 61
Distribuição das profundidades em Guarda-Mor 20 m mínimo 44 m mediana 140 m máximo
Metade dos poços fica entre 40 m e 50 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Guarda-Mor por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 45 · 80% 50-100 m 8 · 14% 100-150 m 3 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Guarda-Mor 1 1970 3 1980 3 1990 34 2000 9 2010 6 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Guarda-Mor. Valores em poços. Irrigação 12 · 55% Outros (lazer,etc.) 5 · 23% Abastecimento doméstico 4 · 18% Pecuária 1 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 33 poços
  • Carstico — 2 poços
  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Canastra Indiviso — 31 poços
  • Formação Paracatu — 4 poços
  • Subgrupo Paraopeba — 1 poço
  • Grupo Bambuí — 1 poço

O território e o subsolo de Guarda-Mor

Guarda-Mor tem 6.539 habitantes distribuídos em 2.068,8 km², o que dá 3,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Patos de Minas.

No Censo 2022, 535 dos 2.407 domicílios de Guarda-Mor — 22,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 391 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 767 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Guarda-Mor

Com base em 74 poços cadastrados num raio de 30 km de Guarda-Mor - MG, 80% deles foram concluídos entre 34 m e 82 m, com profundidade mediana de 44 m. A vazão mediana calculada é de 45,8 m³/h (metade dos poços entre 27,6 m³/h e 56,3 m³/h), sobre 60 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (90% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Guarda-Mor se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 74 poços no raio, contra 61 poços dentro do município.

44 mprofundidade mediana
45,8 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
2,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 60 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Guarda-Mor: 82/100

82 de 100

Confiança: amostra alta74 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 100peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 20peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 93peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 94peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 97peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Guarda-Mor costumam descer

  • até 50 m 79%54
  • 50 a 100 m 15%10
  • 100 a 150 m 4%3
  • acima de 150 m 1%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Canastra Indiviso 50,7 m³/h 44 m 3131 com teste
Formação Paracatu 19,6 m³/h 98 m 44 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m32 poços Formação Canastra Indiviso 31 · Grupo Bambuí 1
  • 50 a 100 m4 poços Formação Paracatu 2 · Subgrupo Paraopeba 1 · Grupo Araxá 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Guarda-Mor?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Guarda-Mor.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.