Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Jordânia - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Jordânia, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo itapetinga
  • 13poços cadastrados
  • 76,4 mprofundidade média
  • 70 mprofundidade mediana
  • 1,7 mnível estático médio

Como são os poços em Jordânia - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 13 poços em Jordânia - MG. A profundidade média é de 76,4 m e a mediana, 70 m, medida em 13 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 1,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Itapetinga. No Censo 2022, 113 dos 3.472 domicílios do município — 3,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
13
Profundidade média
76,4 m
Profundidade mediana
70 m
Nível estático médio
1,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Itapetinga
Ante a média do estado
20,4 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
10.304 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
113 (3,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 13 poços em Jordânia, com profundidade média de 76,4 m (mediana de 70 m, variando de 60 m a 120 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Itapetinga, presente em 58% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Jordânia é 20,4 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Jordânia

Poços cadastrados em Jordânia - MG
Poços no cadastro nacional13 poços
Profundidade média76,4 m 13 poços com o dado
Profundidade mediana70 m
Faixa de profundidade60 m a 120 m
Nível estático médio1,7 m 4 poços com o dado
Nível dinâmico médio27,9 m 7 poços com o dado
Vazão específica média1,8 m³/h por metro 7 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Itapetinga 58% dos registros
Década com mais perfuraçõesanos 1990 10 poços
Poços com teste de vazão13 de 13
Distribuição das profundidades em Jordânia 60 m mínimo 70 m mediana 120 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 75 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Jordânia por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 12 · 92% 100-150 m 1 · 8%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Jordânia 1 1980 10 1990 2 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 12 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Itapetinga — 7 poços
  • Proterozoico Superior — 5 poços

O território e o subsolo de Jordânia

Jordânia tem 10.304 habitantes distribuídos em 546,7 km², o que dá 18,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Almenara, na região intermediária de Teófilo Otoni.

No Censo 2022, 113 dos 3.472 domicílios de Jordânia — 3,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 69 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 691 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Jordânia, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Jordânia

Com base em 39 poços cadastrados num raio de 30 km de Jordânia - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 95 m, com profundidade mediana de 70 m. A vazão mediana calculada é de 12,8 m³/h (metade dos poços entre 6,4 m³/h e 18,6 m³/h), sobre 18 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 3 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Jordânia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 39 poços no raio, contra 13 poços dentro do município.

70 mprofundidade mediana
12,8 m³/hvazão mediana calculada
3 mnível estático mediano
1,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 18 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Jordânia: 58/100

58 de 100

Confiança: amostra média39 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 88peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 10peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 23peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 75peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 86peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Jordânia costumam descer

  • até 50 m 3%1
  • 50 a 100 m 89%34
  • 100 a 150 m 8%3
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Proterozoico Superior 17,0 m³/h 69 m 128 com teste
Complexo Itapetinga sem teste 70 m 7
Grupo Macaúbas sem teste 80 m 5
Corpo Cristalino 10,0 m³/h 60 m 44 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Jordânia?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Jordânia.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.