Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Inhaúma - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Inhaúma, Minas Gerais.

  • aquífero carstico
  • formação serra de santa helena
  • 13poços cadastrados
  • 70,9 mprofundidade média
  • 71 mprofundidade mediana
  • 9,9 mnível estático médio

Como são os poços em Inhaúma - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 13 poços em Inhaúma - MG. A profundidade média é de 70,9 m e a mediana, 71 m, medida em 12 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 9,9 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Formação Serra de Santa Helena. No Censo 2022, 306 dos 2.232 domicílios do município — 13,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
13
Profundidade média
70,9 m
Profundidade mediana
71 m
Nível estático médio
9,9 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Formação Serra de Santa Helena
Ante a média do estado
25,9 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
6.239 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
306 (13,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 13 poços em Inhaúma, com profundidade média de 70,9 m (mediana de 71 m, variando de 30 m a 160 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra de Santa Helena, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Inhaúma é 25,9 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Inhaúma

Poços cadastrados em Inhaúma - MG
Poços no cadastro nacional13 poços
Profundidade média70,9 m 12 poços com o dado
Profundidade mediana71 m
Faixa de profundidade30 m a 160 m
Nível estático médio9,9 m 8 poços com o dado
Nível dinâmico médio30,4 m 10 poços com o dado
Vazão específica média3,4 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 83% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra de Santa Helena 50% dos registros
Uso mais comumPecuária 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 7 poços
Poços com teste de vazão13 de 13
Distribuição das profundidades em Inhaúma 30 m mínimo 71 m mediana 160 m máximo
Metade dos poços fica entre 42 m e 80 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Inhaúma por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 33% 50-100 m 6 · 50% 100-150 m 1 · 8% 150-200 m 1 · 8%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Inhaúma 4 1970 7 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Inhaúma. Valores em poços. Pecuária 5 · 56% Abastecimento urbano 2 · 22% Irrigação 1 · 11% Abastecimento doméstico 1 · 11%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 5 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra de Santa Helena — 5 poços
  • Complexo Belo Horizonte — 4 poços
  • Coberturas Detrítico-Lateríticas — 1 poço

O território e o subsolo de Inhaúma

Inhaúma tem 6.239 habitantes distribuídos em 245,0 km², o que dá 25,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Sete Lagoas, na região intermediária de Belo Horizonte.

No Censo 2022, 306 dos 2.232 domicílios de Inhaúma — 13,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 152 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 262 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Inhaúma

Com base em 407 poços cadastrados num raio de 30 km de Inhaúma - MG, 80% deles foram concluídos entre 53 m e 150 m, com profundidade mediana de 91 m. A vazão mediana calculada é de 16,3 m³/h (metade dos poços entre 7,9 m³/h e 32,8 m³/h), sobre 243 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (54% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Inhaúma se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 407 poços no raio, contra 13 poços dentro do município.

91 mprofundidade mediana
16,3 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
14,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 243 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Inhaúma: 75/100

75 de 100

Confiança: amostra alta407 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 94peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 66peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 73peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 55peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 38peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Inhaúma costumam descer

  • até 50 m 10%35
  • 50 a 100 m 52%193
  • 100 a 150 m 32%116
  • acima de 150 m 7%24

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Sete Lagoas 36,0 m³/h 90 m 10371 com teste
Subgrupo Paraopeba 18,2 m³/h 80 m 6228 com teste
Complexo Belo Horizonte 10,9 m³/h 96 m 6044 com teste
Formação Serra de Santa Helena 16,3 m³/h 102 m 4133 com teste
Grupo Bambuí 11,9 m³/h 83 m 3717 com teste
Arqueano 10,7 m³/h 123 m 88 com teste
Complexo Juiz de Fora 8,6 m³/h 90 m 53 com teste
Aluviões 9,1 m³/h 80 m 53 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m32 poços Formação Sete Lagoas 8 · Formação Serra de Santa Helena 7 · Subgrupo Paraopeba 6
  • 50 a 100 m175 poços Formação Sete Lagoas 60 · Subgrupo Paraopeba 37 · Complexo Belo Horizonte 29
  • 100 a 150 m103 poços Complexo Belo Horizonte 28 · Formação Sete Lagoas 28 · Formação Serra de Santa Helena 17
  • acima de 150 m18 poços Formação Sete Lagoas 7 · Formação Serra de Santa Helena 5 · Subgrupo Paraopeba 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Inhaúma?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Inhaúma.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.