Minas Gerais · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Araguari - MG: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Araguari, Minas Gerais.
- aquífero poroso
- grupo bauru
- 169poços cadastrados
- 69,8 mprofundidade média
- 60 mprofundidade mediana
- 20,1 mnível estático médio
Como são os poços em Araguari - MG?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 169 poços em Araguari - MG. A profundidade média é de 69,8 m e a mediana, 60 m, medida em 132 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 20,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 2.403 dos 44.069 domicílios do município — 5,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 169
- Profundidade média
- 69,8 m
- Profundidade mediana
- 60 m
- Nível estático médio
- 20,1 m
- Aquífero predominante
- Poroso
- Rocha predominante
- Grupo Bauru
- Ante a média do estado
- 27 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
- População (Censo 2022)
- 117.808 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 2.403 (5,5%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 169 poços em Araguari, com profundidade média de 69,8 m (mediana de 60 m, variando de 15 m a 258 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 31% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Araguari é 27 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).
Números do cadastro em Araguari
| Poços no cadastro nacional | 169 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 69,8 m 132 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 60 m |
| Faixa de profundidade | 15 m a 258 m |
| Nível estático médio | 20,1 m 101 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 45,4 m 101 poços com o dado |
| Vazão específica média | 1 m³/h por metro 88 poços com teste |
| Aquífero predominante | Poroso 75% dos registros |
| Rocha predominante | Grupo Bauru 31% dos registros |
| Uso mais comum | Irrigação 59 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2010 70 poços |
| Poços com teste de vazão | 169 de 169 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Poroso — 9 poços
- Fissural — 3 poços
Formações geológicas atravessadas
- Grupo Bauru — 5 poços
- Formação Marília — 4 poços
- Formação Serra Geral — 3 poços
- Grupo Araxá — 2 poços
- Quaternário — 1 poço
- Cretáceo — 1 poço
O território e o subsolo de Araguari
Araguari tem 117.808 habitantes distribuídos em 2.729,8 km², o que dá 43,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Uberlândia.
No Censo 2022, 2.403 dos 44.069 domicílios de Araguari — 5,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.087 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.188 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Araguari, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.
Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.
Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.
O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Araguari
Com base em 207 poços cadastrados num raio de 30 km de Araguari - MG, 80% deles foram concluídos entre 36 m e 142 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 12,0 m³/h (metade dos poços entre 6,0 m³/h e 22,1 m³/h), sobre 103 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 19 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (62% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Araguari se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 207 poços no raio, contra 169 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 103 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Araguari: 65/100
Confiança: amostra alta207 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 84peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 46peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 41peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 54peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Araguari costumam descer
- até 50 m 19%30
- 50 a 100 m 55%87
- 100 a 150 m 18%28
- acima de 150 m 8%12
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Formação Marília | 16,0 m³/h | 72 m | 33 com teste |
| Grupo Bauru | 18,1 m³/h | 53 m | 33 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- 50 a 100 m10 poços Formação Marília 3 · Grupo Bauru 2 · Grupo Araxá 1
- 100 a 150 m3 poços Grupo Araxá 1 · Formação Serra Geral 1 · Grupo Bauru 1
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Araguari?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Araguari.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Araguari
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.