Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Mário Campos - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Mário Campos, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • grupo sabará
  • 12poços cadastrados
  • 71,7 mprofundidade média
  • 65 mprofundidade mediana
  • 13,4 mnível estático médio

Como são os poços em Mário Campos - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 12 poços em Mário Campos - MG. A profundidade média é de 71,7 m e a mediana, 65 m, medida em 10 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Sabará. No Censo 2022, 243 dos 5.434 domicílios do município — 4,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
12
Profundidade média
71,7 m
Profundidade mediana
65 m
Nível estático médio
13,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Sabará
Ante a média do estado
25,1 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
15.900 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
243 (4,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 12 poços em Mário Campos, com profundidade média de 71,7 m (mediana de 65 m, variando de 60 m a 100 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Sabará, presente em 89% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Mário Campos é 25,1 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Mário Campos

Poços cadastrados em Mário Campos - MG
Poços no cadastro nacional12 poços
Profundidade média71,7 m 10 poços com o dado
Profundidade mediana65 m
Faixa de profundidade60 m a 100 m
Nível estático médio13,4 m 5 poços com o dado
Nível dinâmico médio42,7 m 6 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 6 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Sabará 89% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/irrig. 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 4 poços
Poços com teste de vazão12 de 12
Distribuição das profundidades em Mário Campos 60 m mínimo 65 m mediana 100 m máximo
Metade dos poços fica entre 62 m e 81 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Mário Campos por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 10 · 100%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Mário Campos 2 1970 4 1980 1 1990 2 2000 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Mário Campos. Valores em poços. Abastecimento doméstico/irrig. 4 · 67% Abastecimento doméstico/animal 1 · 17% Abastecimento industrial 1 · 17%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 9 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Sabará — 8 poços
  • Grupo Piracicaba — 1 poço

O território e o subsolo de Mário Campos

Mário Campos tem 15.900 habitantes distribuídos em 35,2 km², o que dá 451,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Belo Horizonte.

No Censo 2022, 243 dos 5.434 domicílios de Mário Campos — 4,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 212 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 168 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Mário Campos, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Mário Campos

Com base em 961 poços cadastrados num raio de 30 km de Mário Campos - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 150 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 5,0 m³/h (metade dos poços entre 2,6 m³/h e 11,5 m³/h), sobre 550 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Mário Campos se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 961 poços no raio, contra 12 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
5,0 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
34,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 550 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Mário Campos: 49/100

49 de 100

Confiança: amostra alta961 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 30peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 89peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 58peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 23peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Mário Campos costumam descer

  • até 50 m 5%34
  • 50 a 100 m 49%356
  • 100 a 150 m 37%267
  • acima de 150 m 10%70

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Belo Horizonte 6,2 m³/h 81 m 194125 com teste
Grupo Nova Lima 8,8 m³/h 110 m 5029 com teste
Grupo Sabará 11,0 m³/h 79 m 2615 com teste
Formação Gandarela 31,4 m³/h 104 m 2621 com teste
Complexo Bonfim 8,9 m³/h 90 m 2417 com teste
Formação Caue 17,1 m³/h 140 m 2117 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2,2 m³/h 108 m 2120 com teste
Grupo Caraca 37,0 m³/h 125 m 108 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m23 poços Complexo Belo Horizonte 16 · Complexo Bonfim 2 · Grupo Nova Lima 2
  • 50 a 100 m204 poços Complexo Belo Horizonte 115 · Grupo Sabará 21 · Grupo Nova Lima 19
  • 100 a 150 m138 poços Complexo Belo Horizonte 51 · Grupo Nova Lima 25 · Formação Gandarela 12
  • acima de 150 m37 poços Complexo Belo Horizonte 12 · Formação Caue 8 · Grupo Nova Lima 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Mário Campos?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Mário Campos.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.