Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Guimarânia - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Guimarânia, Minas Gerais.

  • 9poços cadastrados
  • 124,3 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 15,7 mnível estático médio

Como são os poços em Guimarânia - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 9 poços em Guimarânia - MG. A profundidade média é de 124,3 m e a mediana, 100 m, medida em 7 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15,7 m. No Censo 2022, 293 dos 2.922 domicílios do município — 10% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
9
Profundidade média
124,3 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
15,7 m
Ante a média do estado
27,5 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
8.478 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
293 (10%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 9 poços em Guimarânia, com profundidade média de 124,3 m (mediana de 100 m, variando de 80 m a 250 m).

Comparado ao restante do estado, o poço de Guimarânia é 27,5 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Guimarânia

Poços cadastrados em Guimarânia - MG
Poços no cadastro nacional9 poços
Profundidade média124,3 m 7 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade80 m a 250 m
Nível estático médio15,7 m 4 poços com o dado
Nível dinâmico médio48 m 4 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 2 poços com teste
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 4 poços
Poços com teste de vazão9 de 9
Distribuição das profundidades em Guimarânia 80 m mínimo 100 m mediana 250 m máximo
Metade dos poços fica entre 90 m e 140 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Guimarânia por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 4 · 57% 100-150 m 2 · 29% acima de 200 m 1 · 14%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Guimarânia 1 2000 4 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Guimarânia. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 4 · 44% Pecuária 3 · 33% Abastecimento industrial 1 · 11% Irrigação 1 · 11%
Uso declarado da água

O território e o subsolo de Guimarânia

Guimarânia tem 8.478 habitantes distribuídos em 366,8 km², o que dá 23,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Patrocínio, na região intermediária de Patos de Minas.

No Censo 2022, 293 dos 2.922 domicílios de Guimarânia — 10% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 220 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 470 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Guimarânia

Com base em 133 poços cadastrados num raio de 30 km de Guimarânia - MG, 80% deles foram concluídos entre 61 m e 183 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 7,2 m³/h (metade dos poços entre 3,1 m³/h e 15,9 m³/h), sobre 44 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (86% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Guimarânia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 133 poços no raio, contra 9 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
7,2 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
4,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 44 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Guimarânia: 45/100

45 de 100

Confiança: amostra alta133 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 49peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 34peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 55peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 23peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Guimarânia costumam descer

  • até 50 m 7%6
  • 50 a 100 m 49%44
  • 100 a 150 m 26%23
  • acima de 150 m 19%17

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Subgrupo Paraopeba 14,8 m³/h 82 m 117 com teste
Grupo Bambuí 28,8 m³/h 180 m 62 com teste
Grupo Araxá 7,2 m³/h 72 m 52 com teste
Grupo Canastra 2,9 m³/h 200 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m15 poços Subgrupo Paraopeba 8 · Grupo Araxá 5 · Formação Canastra Indiviso 1
  • 100 a 150 m7 poços Subgrupo Paraopeba 3 · Grupo Bambuí 2 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • acima de 150 m7 poços Grupo Bambuí 3 · Grupo Canastra 3 · Formação Canastra Indiviso 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Guimarânia?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Guimarânia.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.