Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Guarará - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Guarará, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • suíte quirino
  • 7poços cadastrados
  • 120 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 3,3 mnível estático médio

Como são os poços em Guarará - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 7 poços em Guarará - MG. A profundidade média é de 120 m e a mediana, 120 m, medida em 2 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 3,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Suíte Quirino. No Censo 2022, 53 dos 1.150 domicílios do município — 4,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
7
Profundidade média
120 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
3,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Suíte Quirino
Ante a média do estado
23,2 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
3.149 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
53 (4,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 7 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 7 poços em Guarará. A rocha mais registrada nas perfurações é Suíte Quirino, presente em 50% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Guarará é 23,2 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Guarará

Poços cadastrados em Guarará - MG
Poços no cadastro nacional7 poços
Profundidade média120 m 2 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade120 m a 120 m
Nível estático médio3,3 m 1 poço com o dado
Nível dinâmico médio63,2 m 2 poços com o dado
Vazão específica média0 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteSuíte Quirino 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 2 poços
Poços com teste de vazão7 de 7

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Guarará por faixa de profundidade. Valores em poços. 100-150 m 2 · 100%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Guarará. Valores em poços. Abastecimento urbano 2 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Suíte Quirino — 1 poço
  • Complexo Juiz de Fora — 1 poço

O território e o subsolo de Guarará

Guarará tem 3.149 habitantes distribuídos em 88,7 km², o que dá 35,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São João Nepomuceno - Bicas, na região intermediária de Juíz de Fora.

No Censo 2022, 53 dos 1.150 domicílios de Guarará — 4,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 47 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 76 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Guarará, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Guarará

Com base em 66 poços cadastrados num raio de 30 km de Guarará - MG, 80% deles foram concluídos entre 68 m e 154 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 7,7 m³/h (metade dos poços entre 4,7 m³/h e 13,2 m³/h), sobre 36 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 3 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Guarará se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 66 poços no raio, contra 7 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
7,7 m³/hvazão mediana calculada
3 mnível estático mediano
2,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 36 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Guarará: 46/100

46 de 100

Confiança: amostra alta66 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 54peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 18peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 56peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 75peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Guarará costumam descer

  • até 50 m 4%2
  • 50 a 100 m 33%18
  • 100 a 150 m 52%28
  • acima de 150 m 11%6

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Juiz de Fora 7,8 m³/h 90 m 1713 com teste
Complexo Paraíba do Sul 7,6 m³/h 150 m 139 com teste
Suíte Quirino 7,7 m³/h 119 m 129 com teste
Proterozoico Superior 15,8 m³/h 135 m 104 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m17 poços Complexo Juiz de Fora 10 · Suíte Quirino 3 · Proterozoico Superior 2
  • 100 a 150 m28 poços Suíte Quirino 9 · Complexo Paraíba do Sul 8 · Proterozoico Superior 6
  • acima de 150 m6 poços Complexo Paraíba do Sul 3 · Proterozoico Superior 2 · Complexo Juiz de Fora 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Guarará?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Guarará.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.