Minas Gerais · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Dores de Campos - MG: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Dores de Campos, Minas Gerais.
- Atendemos esta cidade
- 3poços cadastrados
- 108 mprofundidade média
- 120 mprofundidade mediana
- 5,9 mnível estático médio
Como são os poços em Dores de Campos - MG?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 3 poços em Dores de Campos - MG. A profundidade média é de 108 m e a mediana, 120 m, medida em 3 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 5,9 m. No Censo 2022, 249 dos 3.675 domicílios do município — 6,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 3
- Profundidade média
- 108 m
- Profundidade mediana
- 120 m
- Nível estático médio
- 5,9 m
- Ante a média do estado
- 11,2 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
- População (Censo 2022)
- 10.007 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 249 (6,8%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Amostra pequena: 3 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 3 poços em Dores de Campos, com profundidade média de 108 m (mediana de 120 m, variando de 60 m a 144 m). São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.
Comparado ao restante do estado, o poço de Dores de Campos é 11,2 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).
Números do cadastro em Dores de Campos
| Poços no cadastro nacional | 3 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 108 m 3 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 120 m |
| Faixa de profundidade | 60 m a 144 m |
| Nível estático médio | 5,9 m 2 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 58,3 m 3 poços com o dado |
| Vazão específica média | 0,2 m³/h por metro 2 poços com teste |
| Uso mais comum | Abastecimento industrial 1 poço |
| Década com mais perfurações | anos 2010 2 poços |
| Poços com teste de vazão | 3 de 3 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
O território e o subsolo de Dores de Campos
Dores de Campos tem 10.007 habitantes distribuídos em 124,8 km², o que dá 80,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Barbacena.
No Censo 2022, 249 dos 3.675 domicílios de Dores de Campos — 6,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 192 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 188 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Dores de Campos, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.
Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Dores de Campos
Com base em 114 poços cadastrados num raio de 30 km de Dores de Campos - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 150 m, com profundidade mediana de 101 m. A vazão mediana calculada é de 12,0 m³/h (metade dos poços entre 7,3 m³/h e 27,3 m³/h), sobre 58 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 3 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Dores de Campos se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 114 poços no raio, contra 3 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 58 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Dores de Campos: 57/100
Confiança: amostra alta114 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 84peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 30peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 53peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 41peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 29peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Dores de Campos costumam descer
- até 50 m 5%4
- 50 a 100 m 45%37
- 100 a 150 m 46%38
- acima de 150 m 5%4
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Proterozoico Inferior | 11,7 m³/h | 101 m | 2620 com teste |
| Complexo Barbacena | 10,7 m³/h | 150 m | 97 com teste |
| Formação Prados | 14,3 m³/h | 119 m | 85 com teste |
| Formação Tiradentes | 14,9 m³/h | 80 m | 75 com teste |
| Complexo Mantiqueira | 5,9 m³/h | 76 m | 63 com teste |
| Complexo Serra do Jabitaca | 45,0 m³/h | 118 m | 55 com teste |
| Grupo Nova Lima | 31,3 m³/h | 67 m | 32 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m3 poços Complexo Serra do Jabitaca 1 · Formação Tiradentes 1 · Proterozoico Inferior 1
- 50 a 100 m29 poços Proterozoico Inferior 12 · Formação Tiradentes 5 · Complexo Mantiqueira 5
- 100 a 150 m31 poços Proterozoico Inferior 12 · Complexo Barbacena 7 · Formação Prados 5
- acima de 150 m4 poços Complexo Barbacena 2 · Formação Tiradentes 1 · Proterozoico Inferior 1
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Precisa de um poço em Dores de Campos?
Esta página é de dados públicos, mas Dores de Campos está na nossa área de atendimento. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG que perfura, mantém e regulariza poços há mais de 30 anos, a cerca de 75 km daqui.
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.