Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Itabira - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Itabira, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo guanhães
  • Atendemos esta cidade
  • 34poços cadastrados
  • 108,1 mprofundidade média
  • 92 mprofundidade mediana
  • 13,1 mnível estático médio

Como são os poços em Itabira - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 34 poços em Itabira - MG. A profundidade média é de 108,1 m e a mediana, 92 m, medida em 30 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Guanhães. No Censo 2022, 943 dos 39.739 domicílios do município — 2,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
34
Profundidade média
108,1 m
Profundidade mediana
92 m
Nível estático médio
13,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Guanhães
Ante a média do estado
11,3 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
113.343 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
943 (2,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 34 poços em Itabira, com profundidade média de 108,1 m (mediana de 92 m, variando de 30 m a 250 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Guanhães, presente em 30% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Itabira é 11,3 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Itabira

Poços cadastrados em Itabira - MG
Poços no cadastro nacional34 poços
Profundidade média108,1 m 30 poços com o dado
Profundidade mediana92 m
Faixa de profundidade30 m a 250 m
Nível estático médio13,1 m 25 poços com o dado
Nível dinâmico médio53 m 26 poços com o dado
Vazão específica média1,2 m³/h por metro 23 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Guanhães 30% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 11 poços
Poços com teste de vazão34 de 34
Distribuição das profundidades em Itabira 30 m mínimo 92 m mediana 250 m máximo
Metade dos poços fica entre 77 m e 140 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Itabira por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 10% 50-100 m 16 · 53% 100-150 m 7 · 23% acima de 200 m 4 · 13%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Itabira 6 1970 4 1980 9 1990 11 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Itabira. Valores em poços. Abastecimento doméstico 6 · 27% Abastecimento urbano 5 · 23% Outros (lazer,etc.) 5 · 23% Abastecimento industrial 3 · 14% Abastecimento múltiplo 3 · 14%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 14 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Guanhães — 6 poços
  • Complexo Belo Horizonte — 5 poços
  • Grupo Piracicaba — 4 poços
  • Complexo Gnáissico-Migmatítico — 3 poços
  • Grupo Itabira — 2 poços

O território e o subsolo de Itabira

Itabira tem 113.343 habitantes distribuídos em 1.253,7 km², o que dá 90,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Itabira, na região intermediária de Belo Horizonte.

No Censo 2022, 943 dos 39.739 domicílios de Itabira — 2,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 771 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.082 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Itabira, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Itabira

Com base em 80 poços cadastrados num raio de 30 km de Itabira - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 156 m, com profundidade mediana de 95 m. A vazão mediana calculada é de 6,4 m³/h (metade dos poços entre 3,3 m³/h e 12,5 m³/h), sobre 52 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Itabira se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 80 poços no raio, contra 34 poços dentro do município.

95 mprofundidade mediana
6,4 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
2,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 52 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Itabira: 42/100

42 de 100

Confiança: amostra alta80 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 42peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 22peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 55peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 53peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 45peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Itabira costumam descer

  • até 50 m 4%3
  • 50 a 100 m 57%40
  • 100 a 150 m 26%18
  • acima de 150 m 13%9

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Belo Horizonte 9,2 m³/h 80 m 2112 com teste
Complexo Guanhães 7,8 m³/h 92 m 1110 com teste
Grupo Piracicaba 66,0 m³/h 167 m 44 com teste
Complexo Gnáissico-Migmatítico 1,9 m³/h 87 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m29 poços Complexo Belo Horizonte 18 · Complexo Guanhães 6 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 2
  • 100 a 150 m11 poços Complexo Belo Horizonte 3 · Complexo Guanhães 3 · Complexo Mantiqueira 2
  • acima de 150 m6 poços Grupo Piracicaba 2 · Complexo Guanhães 2 · Grupo Itabira 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Precisa de um poço em Itabira?

Esta página é de dados públicos, mas Itabira está na nossa área de atendimento. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG que perfura, mantém e regulariza poços há mais de 30 anos, a cerca de 130 km daqui.

Ver serviços em Itabira

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.